A quantidade de portas que você quer que sejam abertas depende de você
Esse texto faz parte do projeto #JulhodaCiência e foi escrito pelo Andrey Morawski que participou da primeira edição do Programa de Iniciação Científica Decola Beta em 2016 e hoje faz parte da equipe do Cientista Beta. O #JulhodaCiência foi desenvolvido pelo Cientista Beta com a contribuição de diferentes pessoas. Nossa proposta é contar histórias, inspirar e falar sobre o poder transformador da ciência. Esperamos que você goste.

Antes de fazer pesquisa no Ensino Médio não sabemos as oportunidades que poderão nos aparecer. Quando estamos realizando um projeto não conseguimos mensurar tudo que acontecerá por conta dessa experiência. E então, notamos que diversas portas se abrem, ou seja, as oportunidades que inicialmente são desconhecidas tornam-se visíveis e notamos que agarrá-las é importante para a construção de nossos futuros. Foi assim que aconteceu comigo.
Realizar pesquisa no Ensino Médio já é uma oportunidade incrível e fazê-la te torna uma pessoa melhor, um estudante melhor e um ser humano melhor. Realizei pesquisa durante 3 anos e isso transformou minha vida, além de trazer muitas oportunidades como poder trabalhar hoje no Cientista Beta.

Este ano entrei na graduação e sempre tive em mente que tentaria fazer pesquisa desde o início do curso, por mais que muitas pessoas da faculdade me dissessem: “É muito difícil algum professor querer aluno do 1º semestre”. Eu ignorei totalmente o que eles me falaram e corri atrás do que eu queria.
Entrei em contato com dois professores e durante a conversa com eles falei do fato de ter feito pesquisa no Ensino Médio, o que evidenciava meu conhecimento em metodologia científica e todo aprendizado que tinha obtido com essa experiência. E os dois professores me aceitaram em seus grupos de pesquisa e eu tive que escolher, e neste momento refleti que estava no meu 1º semestre da graduação e estava ESCOLHENDO com qual professor eu iria de trabalhar.
Foi um momento de muito espanto e felicidade, pois quando comecei a pesquisa não fui selecionado nos projetos que participei do processo de seleção de bolsistas. Hoje, depois de não ter desistido quando me disseram não, parece que “ o jogo virou”. E eu me questionei: “Por que isso ocorreu agora?’’. “Por que agora os professores me aceitaram com tamanha facilidade mesmo quando todo mundo diria que isso não iria acontecer?” Logo, já tinha minha resposta.
A ciência tem um poder de transformação incrível e que não podemos mensurar ou quantificar, apenas notamos a transformação que nos causa e que nós causamos nas pessoas e na sociedade, o que é realmente fantástico. No meu caso, a transformação foi de tamanha intensidade e volume que não saberia descrever o Andrey antes da pesquisa. Pois, oportunidades incríveis aparecem ao se fazer pesquisa e tenha certeza que se você quer seguir na área acadêmica você está no caminho certo. A quantidade de portas que você quer que sejam abertas depende de você!

Quem sou eu
Recentemente concluí o curso Técnico em Administração integrado ao Ensino Médio no IFRS — Campus Osório e atualmente curso Farmácia na UFRGS. Sou extremamente curioso e isso fez com que me aproximasse da pesquisa, que mudou sua vida e é o grande norte do meu futuro. Extremamente inquieto, eu me desafio a cada dia e sou muito dedicado no que realizo. Em 2016 participei do Programa Decola Beta como mentorado, e atualmente faço parte desse time.

Há outro texto do Andrey no e-book “Decola Beta — Tudo o que aconteceu na primeira edição do programa de mentoria para jovens cientistas”. Tenha acesso ao restante do conteúdo aqui.
Quer conhecer um pouco mais do trabalho do Cientista Beta? www.cientistabeta.com.br
