O desafio do espelho

Quando se fala que uma mulher precisa ter auto-estima, imediatamente o que pensamos é que devemos nos “cuidar”. E quando pensamos em nos cuidar, quase sempre isso é sinônimo de se “embelezar”.
Quando alguém resolve “ajudar” uma mulher a escapar da tristeza, ou a “se gostar mais”, quase sempre o que lhe oferece é uma banho de loja, uma “tarde de beleza”, e mesmo nós pensamos que “nos gostar” é fazer unha, cabelo, depilação, maquiagem.
Mulheres, ter auto estima, ou estimar a si mesma, gostar de si, não tem a ver com tentar tornar-se bela, segundo um padrão estético que é quase impossível de alcançar. Sentir-se bem, não é sentir-se bonita apenas. Estar bem tem a ver com muitas outras coisas. Tem a ver com saúde mental. Com divertir-se. Sentir-se amada e acolhida. Com cuidar da saúde. Se olhar no espelho agora e olhar nos próprios olhos e ver que mulher maravilhosa você é. Sem maquiagem. Sem máscaras. Sem subterfúgios. Ver essa mulher forte, que muitas vezes gerou e cuida de uma criança com o máximo de si que consegue. Que é uma sobrevivente. Que é mulher, que é mãe. E isso é belo.
Vamos amar o que somos. Não o que parecemos. E vamos exigir esse amor também. Da mulher bacana que cada uma é capaz de ser. Porque beleza é efêmero e a busca desenfreada para estar nesse lugar nos consome a alma.
