Tarde no parque

No parque a vida segue pacata

Na pista os carros passam

Tamanha velocidade que mata.

Corre, corre, corre…

Gasta a borracha do pneu

eeeeeeeeeeee

PÁÁ!

Chocam-se penas e vidro.

Morreu um passarinho na pressa:

-Que pena!

Lava o sangue que não é seu

Do para-brisa até que brilhe.

Esfrega, esfrega.

Sai andando mais rápido ainda

até sair da pista,

entra no bosque.

Estaciona e desce

para novamente gastar borracha,

atrito em sola na rotatória.

Correndo em círculos,

como o carro corre

do trabalho pra casa.

-Ah, como é bom!

Manter o vigor

Da máquina do corpo.

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