a torre de maio

maio tem sido o mês da torre partida. a ruína.

maio passado. este maio. o outro, não sei.

desde maio - passado -, virar as costas, fechar portas e queimar pontes não parece tão assustador.

um limite vem se revelando; foram tantas pontes queimadas que nunca mais vai conseguir achar o caminho de volta. ainda bem.

ainda não se sabe onde vai parar com isso. o louco. vagante e imprudente.

pra onde vai agora?

nunca será bom partido sem sustentação, te dizem. sem uma casa sedimentada.

te perguntam: o que você construiu?

— alguns muros, caralho. queria o quê?

mas desconstruiu um monte de gente. acabou com o teatro.

verdade te deixa excitado. me deixa também.

mas não é assim com todo mundo.

tudo bem.

um dia vai dar certo.

um dia a gente não vai mais precisar manter compulsões pra enfrentar nossas mentiras.

a compulsão aceitável pode ser explorar nossas verdades.

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