Era uma tarde chuvosa

Cintia Ferreira
Aug 22, 2017 · 2 min read

A chuva quente na tarde quente de outubro. Há dias ela não aparecia por aqui. Talvez, para coroar esse momento, não está longe, esquecido, ela é bem-vindo como uma menina levada, presta um aprontar mais uma travessura. De fato, não nego, a travessura estava pronta e caiu como uma luva nesse momento.

Surpresa? Talvez! Na realidade como como sempre semper me consomem. O medo de que a velha e boa intuição não vem a falhar, causa uma sensação estranha que acaba por comungar com um frisson ao ver que quase semper acerto. Se isso é bom? Nesse caso não. Mas eles se adaptam! Foi uma longa espera gente de incertezas, ansiedade, medo. Tudo que sei, é que depois de muito tempo, a espera culminou em um vazio. Não vazio de sentimentos. Isso não! Vazio no sentido do desejo que por vezes não existe. Eram palavras vazias, frias, distantes, sem sentido.

Até onde posso ir? Preciso ocupar meu lugar, ou melhor, preciso (re) conhecer esse lugar. Angustia. A velha e boa angustia que movem o ser do homem em direção a uma (re) significação da vida, mostrando-uma liberdade de escolha em si mesmo. Ocupação. Ocupação diante do ente que a mim aparece, mas não tem o mesmo modo de ser. Preocupação. (Pre) ocupação diante do ente que vivencia modos de ser como o meu, mas que é singular no seu plural. Cuidado. Ah, cuidado! Tão lindo nos recognermos enquanto o próprio cuidado.

Bom, uma flecha do incerto e lançado e olha que engraçado, do now. É fato, eles vieram cheios de significados. Resposta como duvidas latentes na alma. Agora, restam como certezas e é a elas que me pego para ir em frente, sem uma necessidade de olhar para trás. Uma caminhada consecutiva a partir daqui, mas informações de contas, eles são bem-vindos para mim, então, que é leve enquanto durar.

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