Meu pé, meu querido pé

Desde que comecei a andar, segundo a minha mãe, aos nove meses; naqueles impulsos seguidos de tropeços e encontros com o chão, não parei mais, entre corridinhas ocasionais, patins, bicicleta, stand up paddle etc.

É clichê falar isso: mas só damos valor quando perdemos ou quando o calo aperta e dificulta o que sempre fizemos naturalmente, sem pensar!

Há duas semanas estava andando saltitante pela Paulista, pensando no filme que acabara de assistir e na fome que sentia, eis que uma traiçoeira fisgada, vinda de um lugar que desconheço surgiu, gritou e me calou, ou melhor, me parou. Pé inchado, PS, remédio, acupuntura, reza, gelo, gelol… e até agora nada, eu e a dor constante estamos em guerra e precisando morar juntas, mas no meio dessa convivência, estamos nos respeitando, ela tem pegado mais leve e eu já não exijo tanto.

Estamos com os dias contados para a separação… não sei se o processo será amigável ou litigioso. Mas depois da dor, espero que não tenha que conviver com a preguiça e possa retomar aos saltitos alegres por aí.