Estratégia de saída

"Don't let anyone too close and always have an exit strategy". Foi parte do discurso da mestra Brené Brown que assisti há cerca de 2 meses atrás pela udemy.

Fiquei surpresa por ela, que é tão comunicativa nos vídeos, dizer isso de si mesma. Mas fiquei mais impressionada porque tive "certeza"de que ela estava dizendo isso para mim.

Para uma introvertida morando em uma megalópole sempre "tão ocupada"como SP, levar a vida desta forma é quase fácil demais.

Surreal foi me ver imersa em espaços aonde as pessoas se importam. Aonde projetos florescem e não esta todo mundo ali só querendo competir com você. Desafio é deixar as pessoas mais incríveis e acessíveis que você conhece se aproximarem de verdade e não estranhar toda vez que alguém pergunta de algo que é realmente importante para você, e sabe de fato de sua jornada, e não apenas assume alguma besteira baseada em quem acha que você é.

E o que isso tem a ver com o Doutorado Informal?

  • Para inicio de conversa é a minha jornada, então tudo o que tem relação com o meu processo esta imerso nisso!
  • Isso interfere no meu processo de aprendizagem e também em como eu compartilho meus gifts com o mundo (ou não compartilho).
  • Estou trabalhando com comunicação, e a narrativa e composta de personagens, sua cidade e suas relações. Esta é a minha investigação pessoal, o que me inquieta.

Resumindo, eu fiquei mais de 3 semanas na estrada, conheci gente bacana, iniciativas massa e lugares lindos. Estou enrolando para começar (e já completei mais de 44k no nanowrimo, uhhu!), mas quero destrinchar tudo aqui, só que depois de uns 2 dias que voltei eu não senti imediatamente o peso de SP. Tem alguma coisa que acontece depois que tu esta no meio de uma universidade em uma capital que ainda é uma incógnita geográfica na tua mente, escurece, o teu celular fica sem bateria e os ônibus de nomes estranhos passam como lata de sardinha, sendo que tu não sabe nem a direção para a qual precisa voltar, só sabe que é longe, que faz com que estar de volta em território conhecido, com acesso a pessoas em todo canto seja quase fácil demais.

Mas eu me segurei muito para não escrever um desabafo aos paulistas! Afinal, eu conheci gente nos outros cantos que em pouco tempo de contato e mais distância geográfica, consegue me responder mais rápido do que a galera que fez, faz ou fará projetos presencialmente comigo. Não pode ser tão difícil um "Não consigo te dar a devida atenção, estas semanas estão intensas, nos falamos depois." Mas é!

E se eu aprendi algo com o Open Space é que começa quando começa, quando acabar acabou e chega quem tem que chegar, na hora que tem que chegar! Lindo, inspirador e utópico além da conta. Não sobrou espaço para o ego em nenhum milímetrozinho?

Mas aprendi com estes estudos de empatia e vulnerabilidade que o processo é assim mesmo. E eu estou muito perto de realizar tudo aquilo que sempre acreditei e mais uma porção de coisas incríveis que me encontraram no caminho, então é natural que este sentimento me encontre também.

Mas de agora em diante ele terá que se esforçar mais, e me encontrar na contramão, aonde realmente estou caminhando.

Este post podia ter sido só uma celebração, porque o design esta pronto. E LINDO! E conectei com muita gente bacana do cenário da série e tomei decisões importantes. Mas não existe narrativa sem conflito, então assim seguimos.

Grata pela atenção. E nos vemos na contramão ;)