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Hey! Resolvi começar.

Eu sou a Nicole, ou Nics. Já tem um tempo que eu escrevo em blog, tenho um empreendimento online, a Radiko e há uns 3 ou 4 anos participo de reuniões, eventos, encontros aonde eu preciso me apresentar, mas eu ainda não me acostumei e nem encontrei uma maneira boa de fazer isso.

Eu já assisti o TED da Brené Brown umas 3 vezes, então resolvi que estava na hora de realizar e não deixar este conflito de vulnerabilidade vencer.

Então aqui eu assino, para quem passar por este texto, que estou iniciando um doutorado informal!

Na real eu ainda nem fiz mestrado ( e nem sei se vou fazer. Mas até que a Schumacher College tem uns programas inspiradores, hein?). Eu quase fui fazer mestrado, prestei prova, passei e tudo. Mas ai eu percebi que não era bem aquilo que eu queria. Veja só, eu propus uma pesquisa baseada em Deleuze sobre a inspiração, origem das obras criativas e desenrolei por ai, mas me disseram que na área de comunicação (eu sou graduada em Cinema, o que pode ser incrível e ou péssimo, depende muito da situação) que eu poderia apenas analisar uma obra por esta perspectiva…

Bom, eu nem vou me estender muito nesse tópico. Eu percebi logo que não queria seguir por este caminho. Pois na realidade eu estudei cinema porque queria trabalhar na área, e mais do que isso, porque eu queria realizar um projeto.

Eu já tinha uns 3 projetos escritos antes de iniciar o curso, e agora… (bom, digamos que se eu vendesse todos eu teria grana para montar minha própria universidade em outro planeta). Mas a verdade que é que na faculdade eu não cheguei a realizar nada muito próximo do que eu queria e quando eu me formei eu acabei dando um tempo do audiovisual, pois não via como eu poderia produzir o que eu sentia naquele meio.

Acontece que algumas inquietações e sincronicidades a gente não simplesmente ignora. Então um tempo depois, eu me deparei com uma parceria quase que surreal e me vi atuando como roteirista em projetos com temas socioambientais e de educação, com espaço criativo e equipe alinhada!

Como disse lá nas primeiras linhas eu também sou uma das fundadoras e catalidora de ideias da Radiko e tenho passado os últimos meses entre trabalho, Moocs, eventos inspiradores e a correria de SP.

Nestes últimos dias tenho visto um tanto de ciclos se fecharem a minha volta, espaços colaborativos que frequentei e com os quais aprendi muito, muito mesmo, como a Laboriosa 89 e a base do Play do Call em SP. E neste processo notei que esta mais do que na hora de eu desengavetar aquilo que me faz pulsar, de deixar de lado esta trava boba de não saber me apresentar ou pedir ajuda (eu to lendo Art of Asking — Amanda Palmer) e percebi que o projeto que me levou a cursar cinema, me tornar roteirista e muitos outros aprendizados, é um super propósito de estudo e desenvolvimento pessoal.

E agora mais do que realmente desenvolver um texto coeso e pronto para as telas depois de todos estes anos imaginando, criando, me criticando e sim, devo admitir, me apegando, o que eu realmente tenho a aprender é como produzir isso.

Sim, eu sei como produções audiovisuais funcionam, eu tenho uma lista de possibilidades para realizar e até algumas, mesmo que ainda poucas, pessoas me ajudando nesta jornada. Mas acontece que este projeto é sobre sair da linearidade, se passa em um cenário rodeado por questões ecológicas, sociais e eu sinto que sua produção necessita de um cuidado especial.

Sinto que precisa ser um projeto Dragon Dreaming, ou seja, deixe de ser do ego, e se torne da terra, da comunidade e assim possa servir a ela. E isso é um super piloto para o quero realizar pelos próximos anos em que eu estiver neste planeta.

Sem saber disso quando me vi rascunhando os primeiros argumentos da série, eu escolhi a comunicação social, a narrativa audiovisual (eu também adoro e por vezes me aventuro em outros meios, jogos, poemas, novelas literárias… nomeie, e eu provavelmente já brinquei e quase não mostrei para ninguém), porque acredito muito no potencial das histórias e sem desmerecer os documentários que eu adoro e também faço, acredito muito no potencial da ficção para a construção de uma nova visão da realidade, entendimento de questões e como geradora de empatia.

Nestes últimos anos eu tive contato com ferramentas surpreendentes como a Comunicação não Violenta, a Teoria U, O Dragon Dreaming, a Permacultura e muitas outras, e fui reconhecendo que de certa forma tudo isso estava, ou pode estar conectado com a proposta da série, que organicamente em um workshop/reunião com a galera do Era Transmídia, se apresentou como um projeto transmídia em potencial.

Espero não soar pretensiosa, ou inconveniente. Ousada, radical e fora do trilho eu já estou acostumada. Afinal não é a toa o título deste projeto todo, com a série que já se esboçou como Asas da Liberdade, veio a se chamar “Me Encontre na Contramão”. E sim, isto é totalmente um convite. Eu estou conectando pessoas interessadas nesta pesquisa ou que de alguma forma sintam de somar nesta jornada pelo caminho menos trilhado.

Resolvi assumir este meu compromisso publicamente para me estipular um prazo e me sentir em compromisso comigo antes que todos os outros projetos incríveis que não param de crescer me chamem e eu acabe procrastinando mais. Afinal, eu que era de ensaios de dança, que toquei rock na batera e me juntei em grupos de teatro, agora entro e saio de reunião, quase esquecendo que minha alma esta na arte. Por isso mesmo é que minha ferramenta de base aqui e na vida é o Sincronário da Paz, que diz que TEMPO É ARTE! Te desafio a dizer que já viu algum por do sol feio e que não há arte na natureza?

Enquanto isso vou começar meu processo. Daqui há alguns meses a gente se vê nas telas.

E logo menos nos próximos posts, que serão potencialmente mais curtos e ilustrados!

Super grata pela companhia.