Cannabis completa aniversário: são aproximadamente 11 mil anos

O Cannabis, mais conhecido como maconha, está completando quase 11 mil anos de descoberta nesta semana. A planta é considerada uma das mais antigas da história, segundo um estudo recente da revista New Scientist.

As cinco folhinhas são cheias de curiosidade. Cada amostra, por exemplo, cresce rapidamente e se adapta à maioria dos solos e climas existentes no planeta. Outro fator interessante, destacado pelo estudo, é que a planta já foi usada há séculos para a produção de corda, papel, roupa e até material para velejar. Na Índia, por exemplo, virou remédio medicinal e até óleo para ser usado na comida desde 5,000 a.C.

Acredite ou não, em sua existência a Cannabis também já foi explorada pela medicina em prol do tratamento de flatulências, perda de memória (por mais irônico que soe) e para estimular o apetite de pessoas com problemas na alimentação. “Os Hindus a consideram uma planta sagrada e usam em festivais Hindus, como Shivrati, até os dias de hoje”, afirma o estudo.

Apesar de ter aproximadamente 11 mil anos de descoberta, a planta passou a ser utilizada com fins psicodélicos em seres humanos há aproximadamente seis mil anos.

A pesquisa, cabeceada por Tengwen Long e Pavel Tarasov, da Universidade Free de Berlin, Alemanha, afirma ainda que há registros arqueológicos de que os antepassados pré-históricos a fumavam em cigarros individuais inicialmente na Europa, e quase na mesma época começaram os registros de plantação na China e Ásia Central.

Os pesquisadores sugerem que diferentes grupos de pessoas em todo o território eurasiano começaram a utilizar a planta de forma independente — talvez por suas propriedades psicoativas, como uma fonte de medicamentos, ou mesmo para fazer material têxtil de suas fibras.

Barney Warf, da Universidade de Kansas em Lawrence, afirma ser fascinado com o novo rumo que a pesquisa deste sentido anda tomando e que historiadores e antropólogos deveriam explorar mais a história e pré-história da maconha. “Eu acho que há uma história para contar na Europa da Idade do Bronze até o Renascimento”, opina.

Esta matéria foi originalmente publicada no portal Metrópoles.