Tsunami e calmaria

Amar é água límpida e rasa, não apresenta grandes riscos ainda que possa matar. Paixões intensas são como tsunamis e tsunamis nunca acabam bem.

A onda devastadora chega quase sem avisar, sempre depois de uma aparente calmaria, afoga teu peito em dor, te impede de respirar e por fim, te assassina. Então, como um messias, tu ressuscitas para uma nova vida — mas nunca em apenas três dias.

Nessa nova vida, eu sobrevivi ao tsunami depois de morrer nele. Agora, sem dor e sem sofrimento, só me restou amar. A água está calma e rasa novamente. Agora, eu sei onde meus pés estão pisando e aonde eles vão me levar.

Me perdoe se soa ofensivo, mas eu poderia sobreviver a um novo desastre natural, mas odiaria que ele fosse causado pelos atritos provocados pelas mesmas placas tectônicas. Dessa vez, eu espero flutuar sobre as águas. Não padecer por causa delas.

Quando havia uma aparente calmaria. (Foto: Karen Krüger)
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