Preciso constantemente me lembrar da minha essência. Confiar na existência dela aqui dentro do meu peito. É no meu sentimento que ela se manifesta. Singela, sutil, rara. Como um rápido brilho de luz que transcende em um feixe, ilumina e se esconde. Se esconde na minha personalidade, nas defesas que criei ao longo desses vinte e dois anos. Saber que eu não sou essa faceta. Saber que muito do que manifesto é de coisas que vivenciei, dos traumas, medos, perdas que da infância acumulei. E a minha essência é a minha criança, livre de tudo isso. Desperta, aberta, única. Uma luz em meio ao negro, que me sabe, me responde, me guia. Me faz enxergar verdadeiramente o belo escondido nas entrelinhas. Me faz renascer e reciclar paradigmas entranhados no cotidiano. Me faz ser uma pessoa melhor comigo e com o próximo.
Ela é a esperança que cresce dentro de mim a cada conselho que dela recebo e sigo.
Que bom tê-la. Que bom sê-la.
