Meu amigo Frodo

desafio: perfil em 1000 caracteres

Dois dias foi o tempo que levei para encontrar Marcos Vinhandeli, Frodo, desde que “O Senhor dos Anéis” estreou no cinema. Cabelo comprido, camiseta preta surrada e jeans, Frodo é figura certa na vida noturna ituiutabana.

Já trabalhou como garçom, montou iluminação de shows, tocou em bandas e foi dono de um pub. Diz que celular é desnecessário, se alguém quiser achá-lo pode procurá-lo nos botecos.

Acha esquisito todo mundo estar preso ao mundo virtual, “um bando de zumbis, desconectados humanamente. Eu não quero fazer parte disso!”, brada entre um gole de cerveja e outro. Se autodeclara do contra, e gosta de mostrar que há vida além do WhatsApp.

Às gargalhadas, conta que é uma forma de se desvencilhar das “psicopatas”. Sem celular a perseguição ameniza. Não se lembra de um só dia em que o celular tenha feito falta, mesmo porque tem sempre um amigo ao seu lado, e este com certeza terá celular.

Coincidência ou não, o cara que não usa celular é o mais requisitado na noite da galera.