Sobre não se por no lugar dos outros.

As pessoas não só não entendem o lado dos outros como também não facilitam. Quantas vezes a gente ouve um “mas poxa eu não posso nem pensar diferente? Pera lá! Tenho meus direitos11!” Gente, primeiro de tudo, pensar diferente é por exemplo: Eu gosto de filme de ficção mas Maria curte comédia. Ou, eu gosto de usar camisas pretas já Pedro prefere usar camisas verdes. Isso é pensar diferente.

Não pensar na morte de Eduardo por ser “mais um da favela” mas padecer na cobertura do velório do filho do Alckmin não é pensar diferente.

Achar que não pode ter LGBT perto do seu bar nem na sua novela e sair agredindo quem você acha mais “esquisito” porque sua religião ou os costumes arcaicos da sua família não “aceitam” (lembrando que aceitar faz doer menos), não é pensar diferente.

Pensar diferente não diz respeito às leis do ferro e fogo ou olho por olho. Indubitavelmente a coexistência é o que nos faz mais fortes e infinitos.

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