Era assim que tinha que ser

No entanto, não era nada daquilo. Havia algo de diferente na garota que adorava barulho de chuva e suco de graviola. As idas, antes animadas, agora eram apenas uma realidade que tinha que ser ultrapassada com rigor militar, graves.

Ela levantou a cabeça para molhar bem as bochechas, bebeu o restinho do suco que se acumula nos fundos dos copos e deu um passo. Era o mesmo de tantas outras vezes, e, ao mesmo tempo, diferente — talvez culpa da chuva mais grossa, dessa vez. Lá foi ela, por entre gotas, atrás de algo que sabia querer, que queria querer, porém já pequenininho e dolorido, encaixado milimetricamente no seu peito, dentro do músculo de nome desconhecido.

Deixou, com classe francesa, as frutas da estação para trás, fingiu não se importar com as amadas nuvens carregadas e, pé ante pé, ia, voltando para lá longe, terra vermelha, sol a pino e peles ressecadas. Sentiu, no pé direito, a marcha do destino e a confiança da renovação; no esquerdo, a vontade de ver de novo que lhe agitava o músculo do peito e as borboletas que preenchiam a garganta, chamando os olhos para trás.

E ela seguia. Achava, de vez em quando, que experimentava aquela coisa boa que nos faz mostrar os dentes. Marcha que segue. Um pé, outro pé… No entanto;

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