Porque nem eu sei

Eu me sufoco com o que eu crio. Tenho medo de estar doente, medo de falhar e medo de decepcionar. Eu crio expectativas na minha cabeça e já falo para mim mesma que já que criei essa expectativa, ela não vai mais acontecer, porque parece que tudo que “imagino” não se pode tornar real, o que vira um ciclo vicioso desgastante e desesperançoso. Eu me desespero com o que não há necessidade, eu sofro ao pensar no futuro e em todos os caminhos retos, tortos, curvos e quebrados que ele pode tomar. Cada opção, é um pensamento que eu consigo transformar em dúvida e dor. Eu crio o que me faz sofrer e eu sei que preciso parar. Ás vezes um pequeno detalhe parece o desmoronamento do muro que sustenta minha vida, parece que todos os tijolos que eu consegui encaixar, caem com um sopro que seria indiferente para qualquer outro. Eu acredito em mim e ao mesmo tempo, algo acontece, e eu penso “será que devo acreditar mesmo em mim?”. Eu tenho esperança nas pessoas, mas cada vez que converso com elas, eu me canso mais. Eu crio histórias na hora de dormir, pra não ter que encarar meus pensamentos. Se há um pensamento, é porque um sentimento iniciou ele e talvez o não sentir, fosse o melhor para calá-los, para me calar, me controlar. Eu tenho crises e é difícil que alguém entenda que isso não é frescura, drama, e sim ansiedade. Mas eu te perdoo se você pensa assim, porque até eu mesma sinto raiva de mim por estar sentindo isso, por não conseguir controlar isso. E às vezes eu acho que também crio essa ansiedade, e talvez se eu não pensasse tanto nela, se não me importasse tanto com ela, se não sentisse tanto, ela não existiria. Mas eu continuo sentando, chorando, tremendo e depois controlando a respiração. Eu te perdoo se você não soube como agir, afinal nem eu sei.

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