Minha 1ª Experiência com Ahayuasca

Minha 1ª experiência com Ayuasca
A resposta do inconsciente para as questões artísticas de meu propósito que levantei no solstício da Primavera em Itu.claucioandre.com.br

O desafio de escrever sobre meu primeiro contato com o chá de Ayuasca me lembra quando tive uma experiência no deserto do Saara. Na ocasião fumei haxixe e tive uma alteração de consciência sem perder a lucidez. Longe que querer comprar os propósitos e a egrégora envolvida em cada uma dessas substâncias, o fato é que me desafiei escrever sobre o que eu vi naquela noite estrelada nas dunas de areia, e algum tempo depois tal capítulo de meu diário de bordo, que criei durante meu intercâmbio universitário, tornou-se uma das minhas “atrações sociais” entre os outros intercambistas na cidade onde morei no exterior. É inspirado por esse “case de sucesso” de registro que resolvi me aprofundar na travessia poética que o xamã Anselmo Paes Jr. proporcionou em 23 de setembro de 2017.

(Se você não sabe sobre Ayuasca ou acha que é coisa de doidão, vale a pena conferir o documentário DMT no Netflix ou fuçar no Youtube, pois tem muitos documentários esclarecedores.)

Ahayuasca, ou ayuasca, é um chá produzido a partir de duas substâncias naturais, como o extrato de cipó.

Contextos

Existe um Claucio dentro de mim que não teve muitas oportunidades de se expressar. É uma persona fortemente atraída pela imagem de vocalistas excêntricos do rock, como Robert Plant do Led Zeppelin, Steven Tyler do Aerosmith, Mick Jagger do Rolling Stones, Jim Morrison do The Doors. Hoje tenho cabelos cacheados que passam os ombros, e fui deixando-o crescer inspirado na energia daqueles artistas — embora também haja uma romantização dos cavaleiros celtas ou vikings.

Muito antes de cogitar o cultivo, já me via como um grande astro do rock entre os boxes do banheiro. Em um de meus aniversários comemorados, lavei a alma no aluguel de uma sala de karaokê com palco e tudo; este ainda é o melhor programa a se fazer entre amigos.

O fato é que este meu Clowncio (nome que dou a esta figura esquisita, clownesca), revela um desejo oculto de ser centro extravagante de liderança poética e artística puer aeternus. Perdeu espaço para minha versão mais racional, sagaz, normal: o que escreve, o que pondera, o que reflete, o que observa. Essa escolha se deu também no corpo: nunca fui chegado à dança de passinhos, de salão, de coreografia, da flexibilidade, dos quadris rebolantes, da sedução das pistas.

Só que o Clowncio permite-se o freestyle e abraça as limitações físicas para criar sem vergonha de mostrar-se desengonçado. Não havia nada mais gostoso na Unicamp do que despertar as estruturas corporais (entenda: alongar-se, “aquecer-se”) ao som de uma trilha sonora estimulante qualquer que a mestra tocasse aos alunos. A liberdade de movimento e a percepção do corpo, depois de muitos anos de treino descompromissado, enraizou em mim um prazer pessoal sem igual, que alcança o mais próximo da plenitude possível (para comigo) quando essa liberdade se transfigura no fluxo proprioceptivo de uma trilha sonora que me agrade.

Traduzindo: quando eu danço, eu o faço como se estivesse observando meu corpo: o que consigo fazer de movimento só com os ombros? E se eu dançar tendo como ponto de partida o plexo solar? Como eu posso dançar em stacatto? Ou legatto? E se eu sempre ondular a coluna, não importa o movimento? E se isso, e se aquilo…? — São questões que me proponho dependendo da música que o DJ toca pro salão. Vale lembrar que não sou bailarino, tenho dois pés esquerdos e sempre tive receio de pisar nos dedões de meus pares no forró.

Dá pra notar por esta imagem que sempre tem alguma coisa presa, né. Se não for o cabelo, é a mão no bolso.

A dança de Shiva

Calma, que eu chego lá. Precisei falar de mim para dar a dimensão do que aconteceu. Porque este aí em cima e quem vos fala em apenas duas ocasiões dançou livremente até o fim da vida. A primeira em 2014, num outro aniversário, em que tocaram o LP do Pink Floyd, The Dark Side of The Moon. Comecei ali comigo, no canto do espaço da sala de estar; quando percebi, a maioria dos convidados estavam sentados formando uma arena ao meu redor, assistindo à minha performance. Um grande amigo meu em certo momento comentou “Olha aí o Claucio mostrando o que são os quatro elementos na prática…”.

(Eu tenho uma pesquisa sobre o arquétipo dos quatro elementos na fisicalidade e imaginação do ator na criação teatral. Se ainda não topou com esse texto por aí, estão aqui, aqui e aqui os links.)

A segunda vez foi agora, em 2017, no transe do chá de Ayuasca que eu tomei inteira e cheia. Mas, antes de falar dela, tenho que dar outro contexto. Acho-o importante porque, dependendo do fundo de um quadro, o primeiro plano da pintura ganha outros significados.

Uma dos principais ensinamentos que guardo de Peter Brook, um totem de teatro da história (ainda vive), é o de que, no trabalho com o elenco,

“é preciso construir um ambiente seguro para que o artista possa arriscar a vida.” (Peter Brook)

O “arriscar a vida” aqui é sentido figurado. Quer dizer que, se você quer que um elenco dê tudo de si, é preciso criar uma atmosfera em que se sinta amparado e confiante, sem julgamentos entre seus membros.

O xamã do ShenTang (São Paulo/Itu) faz isso. Ele e sua equipe ambientaram um local que desde o início me fez ficar entregue, mesmo conhecendo nem meia dúzia de pessoas entre tantras, digo, tantas. O evento xamânico reuniu quarenta pessoas; desde minha entrada no salão de Itu até a saída rumo à capital, me senti seguro tanto física quanto emocionalmente, o que me permitiu dar forma aos insights que me atravessaram durante o transe da noite. E isso foi essencial para que eu não inibisse minha vivência e não me podasse por medo de causar inconveniência aos colegas.

Katia e Anselmo à frente daqueles que participaram do rito xamânico no dia 23 de setembro de 2017. Gratidão, ahow!

No hinduísmo, Shiva é um deus que é chamado para solucionar conflitos. Ele dança e, com sua expressão, destrói o que é velho e ultrapassado e permite que o novo se expresse. Shiva é um dos arquétipos que eu mais gosto entre tantas culturas, e faz muito diálogo sobre o que o signo de Escorpião representa: transformação, renascimento, profundidade, fênix e serpente. Eu sou desse signo, e eu fui este signo.

A experiência — Parte 1: caleidoscorpo

A terceira dose me permitiu uma viagem introspectiva; a segunda, extrospectiva; a primeira foi a mistura de ambas (ou as duas foram a depuração da primeira, não sei). Na primeira parte do transe, busquei expressar fisicamente, e para mim mesmo, as sensações internas que sentia.

Depois de uns vinte minutos após a ingestão, comecei a perceber apontamentos sobre minhas sensações físicas, e as impressões passavam como caleidoscópios físico-sensíveis sobre como eu respirava, como eu me movia, a temperatura e, principalmente, onde eu precisava relaxar.

Isso não é tanto causada pela Ahayuasca em si, pois tenho essa experiência em outros contextos. Nas aulas de dança ou teatro não será raro ver professores estimulando a sinestesia poética de seus alunos ao indicar, por exemplo, para “perceber a frieza do azul escuro diminuir ao máximo a movimentação de sua musculatura sutil.”

(OK, talvez nem tão poético… Isso aí eu que inventei, mas é verossímil.)

Ali mesmo no colchão comecei a me espreguiçar muito gostosamente, como se fosse o início de uma aula de expressão corporal no meu curso de Artes Cênicas, embora não tivesse consciência de tudo que estava por vir. Respeitava as indicações do caleidoscópio de sensações e, mesmo deitado, fiz uma breve mas atenta viagem por todo o meu corpo.

Também chamo esta fase de caleidoscópio de sensações — ou caleidoscorpo — porque, além de buscar relaxamento nas tensões que trouxe da minha agitada semana, eu me permitia ao mesmo tempo expressar em curtos e repetidos movimentos “a cor daquela percepção” (a exemplo da indicação imaginária do professor do azul escuro).

Não importa que ninguém ali saberia disso, até porque não era uma performance artística; o principal, para mim, é que, de repente, como a queda de uma maçã ou de um pardal, comecei a receber respostas para algumas questões gerais sobre temas que tenho discutido ultimamente: a criação da expressão yang e ying no meu organismo, a compressão dos arquétipos masculino e feminino em mim pela união das mãos (que ficaram a maior parte do tempo ligadas), a percepção da grandiosidade de meu físico-montanha ao mesmo tempo que sou grão de areia na orquestra universal — e tudo isso em movimentos tanto intra quanto extrospectivos. O insight parecia, por fim, sintetizar uma questão que eu tinha mentalizado no início da experiência instantes após ingerir a primeira dose:

A resposta está no corpo.
 
ou
 Trabalhe o arquétipo do signo de Virgem.
 o
u
 Cura, cura, sana, sana.

Não vieram exatamente essas palavras; o que escrevi aqui é apenas a tentativa de tradução de um insight que tive ao final da experiência da primeira dose, e eu sintetizo tudo isso (saúde, corpo, meu desafio de construir uma rotina saudável em todos os aspectos etc.) com o signo de Virgem.

E então foi aberta a segunda rodada.

Parte 2 — A arte continua

Confesso que a vibe dos colegas ficou diferente após ingerir a segunda dosagem da noite. Vi muitas pessoas indo ao banheiro, passando mal, desorientadas e, após o vômito, ficarem cada um na sua, digerindo o fato. Isso é normal, segundo minhas pesquisas. Comigo a náusea ganhou um rumo inesperado.

Foram outros vinte minutos de espera. Dessa vez, com o corpo já desperto para o que viesse, fiquei apenas deitado esperando por sonhos. Mas eles não vieram. No lugar, o teto começou a girar. Era o enjôo chegando; era a raiz dando frutos, e eu era o tronco. Sentei-me no colchão e olhei pra baixo. No rodar dos azulejos, busquei acompanhar com a cabeça. Parecia que a pressão ia cair, quando, de repente…

…num só salto me vi de pé, fechei os olhos e comecei a me mexer sem estética alguma. Ao contrário do que se possa supor, o pulo do gato me afastou da sensação desconfortável, e por isso continuei criando uma dança, indo na onda da música que tocava na playlist do xamã. Quando a canção parou, também parei… e o enjôo veio.

Não! Se for pra botar pra fora, será pelos poros!

E assim que a próxima trilha começou, me deixei afetar e fiz outra dança. Eu seguia improvisando, dançando como aquelas questões que eu já mencionei — isolando movimento, propondo estímulos internos, atento às articulações etc. — e, quando a canção parou, senti novamente vontade de vomitar. A dança me libertava do enjôo, mas a interrupção o trazia de volta.

Mas então eu vou ter que dançar até o fim?!

Vai.

Então amém.

E é isso que aconteceu. Por duas, três, quatro horas — eu não faço ideia de quanto tempo passou, mas foi a madrugada inteira até raiar o dia — eu dancei como se algo estivesse incorporado em mim. Dancei de todos os jeitos que minhas condições físicas permitiram, atravessei os arquétipos dos quatro elementos, me senti uma entidade com a responsabilidade de fazer a energia girar por todo o salão. Com um detalhe: quase que nunca tirando as solas dos pés do contato com o chão, e a maior parte posicionado no lado nordeste da roda das quatro pontas — sendo o Leste representado pelo arquétipo Yang masculino, da pantera negra, e o Norte o propósito da vida, com a estatueta indígena maia (ou asteca) dos quatro animais.

Estatueta de Shiva, um dos arquétipos mais poderosos do Hinduismo.

Às vezes me perguntava se havia alguém assistindo. Sim, havia, mas eu não percebia; outras vezes eu ignorava essa possibilidade. Quando depois me perguntaram se eu estava consciente da performance, ou se eu tinha de fato incorporado alguma entidade, eu respondi que sim e não, que tudo e que nada. Eu estive consciente e de olhos fechados, aliás como o Shaka de Virgem, dos Cavaleiros do Zodíaco, grandessíssima referência de minha adolescência; assim foi o tempo todo como se eu pudesse distanciar de meu corpo e ter noção de meus gestos; e olha que eu não trombei com ninguém nem com nada, embora o tambor ficasse a 10cm de meu pé.

Ao mesmo tempo que me percebi num estado nunca antes explorado, de me sentir canal, medium de uma força criativa que não era só minha: o corpo era meu, mas o estímulo, mais do que uma reação sensorial-sensível-motora à música tocada, se tornou parte de mim pelo movimento.

A segunda resposta da noite foi portanto uma lembrança de meu potencial criativo, de liderança e expressividade. Senti-me co-responsável por construir uma energia positiva e transformadora perante o grupo, embora abstrata e pessoal e sem necessidade de aplauso, o anonimato era até que bem-vindo. Era a dança pela necessidade de expressão. O Clowncio mais espiritual e egregórico, se é que essa palavra existe. Também tive o insight da lembrança de que estamos todos aqui por um propósito e, dados meus talentos artísticos, o meu está representado por:

Assumir seu Saturno em Escorpião na Casa 5
ou
 Ser-fazer arte alquímica

Aliás, eu também tenho Mercúrio na 5 em Escorpião. Mercúrio é o Grande Comunicador entre o divino e o mundano e vice-versa, enquanto Saturno é o Grande Estruturador, o Mestre Yoda de nosso mapa Jedi. A associação desses arquétipos faz muito sentido desde que passei a olhar para a simbologia do universo manifestado até no nosso cotidiano. Sempre tive questões de autoestima relacionadas a liderança e à capacidade expressiva de meus talentos artísticos. Meu corpo e minha mente são canais para expressões divinatórias, e depois da Ahayuasca isso se tornou um mote a ser trabalhado.

Houve uma interação psíquica muito forte com uma estátua de pantera que existia no lado Yang da Roda de 4 Pontas. Curiosamente, a pantera é símbolo de meu último trabalho como ator no teatro, dirigido por uma Erê e tanto; experiência durante a qual percebi minha necessidade de assumir outra responsabilidade artística. 2017 tem sido ótimo!

Mas a experiência da segunda dose também foi uma resposta para o que se passa no mundo. Não entro em detalhes porque são muitas coisas, desde as crises de ética às aproximações da ciência e da espiritualidade. O que se faz diante da náusea do mundo? A gente continua. São tempos em que voltamos a falar de c(ens)ura, e a arte, como o supérfluo indispensável para o ser humano, volta a ser atacada com valores obscuros e regidos pela simples vontade reptiliana de poder. O que a arte faz diante da náusea? Se parar a dança pra mim significava a morte, a arte continua! E minha dança assumiu a representação dessa resposta.

Ao final dessa parte foi proposto o Renascimento. O cansaço físico não me permitiu caminhar profundamente nessa etapa, nem oxigenar o cérebro com a respiração intensa proposta, portanto não entrarei em detalhes; eles não valeriam porque não foram experimentados na íntegra intencional. Isso não me frustrou, pois a dança contínua já valeu pela experiência toda.

Parte 3 — O sutil

Já cantei a bola que a terceira dose foi introspectiva. Já era dia, alguns raios de sol atravessando o sistema de ventilação e criando um efeito sutil e cintilante nas superfícies brilhantes do ambiente. A maioria dos colegas dormia, ou se aquietavam em seus colchões. Depois de extravasar fisicamente, meus insights foram de ordem mental e onírica, embora tão criativos e vívidos quanto.

Em resumo, passaram por minha mente inúmeras histórias para um conto. Foram umas doze, e dessas eu consegui “salvar” três em meu caderno de anotações e ideias. Todas as histórias tinham algo em comum: vidas transformadas pela arte, fossem por obra, fosse pelo aprendizado (vivência), fosse por influência de alguém artista. O meu subconsciente estava transbordando dessas emocionantes narrativas. Elas passavam na tela de minha imaginação como filmes cheios de detalhes em que eu podia rebobinar, verificar, às vezes até alterar um detalhe, uma fala ou a duração de uma ação dramática. Cenas de linguagem cotidiana, embora aquarelada numa atmosfera na qual eu tinha a nítida sensação de ser contagiada pelo realismo mágico, aquele estilo encantador e misterioso presente na obra do escritor colombiano Gabriel Garcia Marques e também em algumas criações de David Lynch (sendo Twin Peaks meu maior exemplo). Histórias que resgatam valores como gratidão, caridade e compaixão, já que tais sentimentos podem ser manifestados tanto na atividade de nossa vocação quanto no dia-a-dia.

Ou seja, novamente fui criador ao mesmo tempo que meio; um olhar de fora e de dentro ao mesmo tempo; manifestação da vontade universal que há tempos tenho estudado na teoria; nessa terceira etapa mais expressada pelo incentivo da escrita do que da dança. E essa versatilidade me agrada muito. Vocês um dia acessarão essas histórias!

A terceira dose não me deu a sensação de “alguma resposta” como nas duas primeiras, mas não senti falta dela. Estava bem; estava ótimo; estava criativo, abundante e feliz.

À frente, a roda de 4 pontas. Ao fundo, os altares dos mestres xamãs. Eu não sei você, mas este cuidado todo me deixariam muito à vontade.

As sensações depois

No dia seguinte eu corri por 30 minutos logo cedo e me senti bem o dia inteiro, sem cansaço nem necessidade de tomar café; e olha que em dois de meus períodos eu tenho atividades que são praticamente observação do trabalho alheio por horas de tédio. Também senti a libido aflorada por muito tempo, e foi uma pena que eu estivesse solteiro e não pudesse contar a alguma parceira, com o corpo, sobre minha experiência do fim de semana. Aliás, libido não é só sexo, é força criativa. ; )

Esse bem-estar perdurou até quarta-feira, quando, por preguiça, deixei de praticar atividade física; se se recordam a resposta da primeira dose, vão perceber o conflito, pois senti o efeito contrário do bem-estar. Não seguir o insight manifesto de minha vivência me fez atrair coisa ruim e estar mais reativo às vibrações negativas do dia-a-dia, o que em geral eu não faço; imaginar cenas de violência, sentir raiva por coisas bobas, esquecer de fazer uma oração, perder a hora, me sabotar etc.

Somente no sábado, após minha sessão com minha coach holística, eu pude novamente sentir que estava vibrando numa energia positiva, gratificante e feliz. Bem dizem que a abertura de consciência traz também uma amplificação da energia oposta, portanto cria musculatura para desafios maiores. A Ahayuasca é um presente, mas que cobra responsabilidade e coerência de nossos atos. E isso é transformador.

Ou será que este é meu Saturno fazendo vista grossa?

Em resumo, “resumo”, este é o meu relato sobre meu primeiro contato com esta coisa transformadora. Sublinho uma última vez que, embora seja do teatro, eu não sou da dança (embora eu não aprecie a separação), e é por isso que a experiência com a Ahayuasca me marcou.

A propósito, é bom lembrar que foram (supondo) quatro horas de “show” do Clowncio bem no dia em que o Steven Tyler do Aerosmith subiu aos palcos de São Paulo. Obrigado, universo, por de certa forma me conectar a essa inspiração pessoal!

Meio cigano, meio distante, escolhi esta imagem do artista também pelas cores e o fundo que, de certa forma, conversam com o tema desse post.
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.