Já parou para pensar?

Certa vez me deparei com a “Parábola do Lenhador”. Fiquei encantada com o que aprendi a partir de uma história tão simples! Hoje faço uma releitura.

Era mais ou menos assim:

Um velho lenhador ensinava seu ofício aos jovens, até que um dia um dos aprendizes o desfiou a derrubar o maior número de árvores em uma jornada de trabalho.

Caso o jovem ganhasse a competição, assumiria o ofício do mestre.

No dia da competição os dois foram para o bosque e começaram a disputa. Depois de duas horas de corte, o aprendiz que estava ganhando a competição, foi aumentando a vantagem, mas ainda havia muita floresta pela frente.

De tempos em tempos o mestre sentava à sombra, enquanto o jovem aproveitava para alargar a diferença, cortando mais árvores.

Terminando a jornada, o mestre começou a reduzir a diferença entre eles, até que chegando ao fim do dia assumiu a liderança, vencendo a disputa.

Indignado, o jovem questionou o mestre:

“Mestre, não me ensinastes tudo! O que fazias quando descansavas à sombra, que quando voltavas derrubas as árvores com mais disposição?”

Ao que o mestre respondeu:

“Ensinei sim, todas as etapas do meu trabalho. Acontece que não valorizastes meus ensinamentos. É simples, meu jovem. Eu não apenas descansava à sombra. Eu também afiava o machado.”

Assim também o fazemos!

Como o jovem inexperiente, nos lançamos à rotina para atendermos às demandas e descuidamos do nosso desenvolvimento contínuo.

Deixamos de refletir, de perceber os sinais e os significados das ações das pessoas à nossa volta. Deixamos de procurar compreender o que querem nos dizer com gestos, olhares e sorrisos, às vezes sem palavras.

Não apreciamos as belezas da vida, nem as cores do dia, porque estamos muito ocupados derrubando árvores.

Nos negamos a tirar um tempo para ler, para aprender ou cuidar de nós mesmos e dos nossos pensamentos.

Às vezes quando cansamos, procuramos uma sombra, porém deixamos de olhar para os nossos sentimentos e perdemos a oportunidade de afiar o machado.

E por querer derrubar muitas árvores em menos tempo, deixamos de perceber que a felicidade não está no fim da floresta, mas em cada sombra e em cada movimento que usamos para afiar o machado…

Se estamos vivos, ainda está em tempo de apreciar a sombra e parar para pensar enquanto amolamos nosso machado.

Minha sugestão é que você aprimore seus conhecimentos, saiba ressignificar seus sentimentos, compreenda o que limita seu desempenho e procure evoluir.

Agindo assim, certamente você conhecerá o poder de um machado afiado!

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