E Hoje é domingo…
Complementaria com a parlenda que minha filha brinca toda vez que digo esta frase. Porém hoje a história é outra. Hoje eu termino este lindo dia sem a preocupação com a correria que terei de fazer amanhã cedo para chegar “no horário” no emprego. Sim! A partir de hoje, digo mais especificamente desde sexta 1º de Abril (e não foi mentira!!) estou contribuindo com as estatísticas da classificação desempregados.
Engraçado como as coisas passam a fazer parte de nossa rotina. Na sexta-feira quando me foi anunciada a morte desta rotina um filme me passou pela cabeça. E o tal filme teve inicio, meio e fim. Iniciou-se com um cálculo dos dias em que fiz o mesmo trajeto — não exatamente o mesmo porque sou daquelas que já fui chamada pela administração do condomínio para saber o porquê não paro sempre na mesma vaga — e que somaram exatos 1676. Teve como meio lembranças de todos os desafios vividos, embates, combates, discussões e até mesmo ameças. E terminou com o que hoje eu posso dizer que pra mim é paz. Vivi uma rotina e hoje quero organizar o seu luto com muito carinho. E digo isso porque fui bem feliz pelo tempo que esta rotina fez parte de minha vida, mas de repente — nem tão de repente assim pois o processo começou em 2014 — tinha um leve sentimento que precisava buscar a minha vida, a minha liberdade fora dali, daquele meio. No entanto a tal ‘zona de conforto’ é algo que parece ser realmente uma zona, a gente entra e não quer sair porque é prazer todos os dias!!! E eu procrastinei me dando todo tipo de desculpa: ainda não é a hora, preciso me organizar melhor, não encontrei ainda o meu propósito, a minha missão ainda não esta bem definida, ainda tenho história por fazer aqui… e blablablabla estas coisas que a gente conta pra nós mesmos e acaba por convencer até que o universo se enche, e se você não toma a atitude alguém vai tomar por você. Pronto! Aconteceu. E a frase foi simples assim: Claudia, hoje é o seu ultimo dia aqui e . (ponto final)
Pois é. E assim foi. Ultimo dia, ultimo trajeto de volta… e um coração que não cabia no peito querendo gritar: ESTE FOI O ULTIMO DIAAAAAAAAAAA! Deveria ficar triste? Sim, não, talvez. E vou dizer que eu escolhi ficar feliz, eu escolhi não reverberar a escassez. Mas o fato é que daqui pra frente, só posso repetir um trecho de uma musica do Rei Roberto Carlos que adorooooo:
“Daqui pra frente tudo vai ser diferente… Bom mesmo é ser feliz e mais nada!”
#boraserfelizemaisnada #Gratidão