Capa bem inspirada

Recentemente joguei uma sessão de Lamentations of Flame Princess planejada, talvez, a mais de um mês. Abri o convite em algumas comunidades locais (Teresina) e a proposta do jogo foi bem aceita. A princípio teria seis jogadores e isso seria bom.

Passei as últimas semanas lendo a aventura Blood in the Chocolate. É diferente de tudo o que joguei. Diferente no tempo (Europa, 1617), no espaço (Frísia, Países Baixos) e na proposta (contratar assaltantes e ladrões para roubar segredos industriais de uma fábrica de chocolate).

Sendo a primeira vez que conduziria uma partida de Lamentations, procurei revisar o livro de regras. Digo reler porque joguei anteriormente uma partida em que só havia eu como jogador. Inclusive joguei de mago e gostei da forma como os feitiços são bem utilitários e flexíveis. Você tem ser bem criativo no uso deles para que sejam efetivos no máximo das situações.

Mas voltemos para nossa aventura.

O grupo de mercenários contratados para roubar informações de Lucia de Castillo era composto por 2 fighters, 1 magic-user e uma specialist. Coloquei eles na porta da fábrica para acelerar o jogo, uma vez que pretendo que sejam apenas duas sessões.

A specialist (de nome Tara) teve um pouco de dificuldade para abrir a porta antes que a ronda chegasse. Lá dentro, passaram por uma sala de recepção, um dos fighters (de nome Gronk) mexeu num quadro com a figura da Lucia de Castillo que disparou uma armadilha que exalou um gás. Os demais de repente começaram a achar a carne dele apetitosa.

A sala seguinte era usada para reuniões. Uma enorme mesa de carvalho cercada por uma dúzia de cadeiras dominava o ambiente. Mais quadros numa parede (com Lucia), três portas e uma mesinha recheada de chocolates eram os destaques restantes.

Tara passou um tempo examinando minuciosamente a sala. O tempo que levou foi o suficiente para o efeito do gás ficar mais forte. Acuma e Azazel, quando todos saíam da sala, se aproximaram de Gronk, sentiram uma vontade irresistível de se alimentar de sua carne. Ele correu para o outro lado da sala. Acuma foi para cercá-lo e Azazel lançou um charm person para ganhar sua confiança e fazê-lo acreditar que sua vida não estava em risco, e o chamou para perto de si.

Gronk deu a volta na mesa sempre de olho em Acuma que estava em cima dela. Ao se aproximar de Azazel, foi atacado com uma mordida no ombro que lhe arrancou um naco. Não pôde evitar ser atacado também por Acuma que também lhe mordeu.

Após provarem de sua carne a vontade passou e a confusão foi se arrefecendo.

Nota: li rapidamente o trecho em inglês dos efeitos após o ataque e entendi que o desejo dava uma diminuída. Na verdade, não. Só para depois que o alvo é devorado até os ossos!

A próxima sala que entraram era um quarto com quatro cômodos divididos por cortinas. Encontraram apenas roupas femininas. Tara reconheceu a dona delas por meio de uma joia e ficou com uma opala para si.

Seguiram por um corredor que circundava a sala de reuniões. Na parede desse corredor, um estranho papel de parede com frutas parecendo reais até demais. Seu cheiro e sabor pareciam com frutas reais. Haviam bananas, maçãs, entre outras, mas uma em particular chamava a atenção. Ela era roxa, deformada e exalava uma aroma adocicado.

Lembrando que levar algum item provável da receita secreta rendia um bom dinheiro vindo de seus empregadores, cortaram parte desse papel de parede.

O corredor virava para a direita e alguns metros depois acabava. Apenas uma porta havia para seguir adiante. Tara olhou a porta e viu que estava trancada. Um alarme soou. Um dos guerreiros resolveu arrombar a porta e do outro lado viram um cenário surreal.

Um amplo aposento quente e úmido parecendo uma estufa. Várias plantas provavelmente usadas como ingredientes das receitas de chocolate, umas caixas de colmeia eram as coisas mais próximas. Mas, como profissionais competentes que eram, o que chamou mesmo a atenção deles foram pequenos trabalhadores que coletavam chocolate de um rio. Eles chegavam por uma porta, coletavam o licor, atravessavam uma das duas pontes e saíam por outra.

Esses pequenos humanos não deram muita atenção aos invasores muito ocupados em suas tarefas.

Tara tentou levar uma caixa de mel e as abelhas atacaram. Todos fugiram para um barco atracado na margem do rio de chocolate. Navegaram por um túnel escuro que os levaram a aposentos subterrâneo. Ancoraram o barco numa plataforma e entraram uma sala que era uma espécie de laboratório.

Havia caldeirões borbulhando, correntes com algemas numa parede e uma mulher azulada presa numa engenhoca. Ela percebeu a presença deles e pediu por socorro. A mulher estava bem gorda, bem inchada, parecia um balão inflável. Seu nome era Hilda. Suplicou para que eles acionassem o instrumento para apertá-la.

Tara acabou fazendo isso e um líquido roxo começou a sair do corpo de Hilda. Após um tempo, o corpo dela começou a voltar ao normal, com exceção da cor da pela.

Hilda disse que era prisioneira de Lucia há meses e que foi contratada para roubar os segredos da fábrica. Lucia, segundo a ladra, era uma mulher cruel.

Antes de sair da sala com intenção de fugir da fábrica, foram pegar um exemplar do conteúdo de um dos caldeirões. O conteúdo de um deles se ergueu numa massa amorfa e monstruosa. Com garras produzidas não se sabe como, atacou quem estava perto.

Rolou um curto combate com a criatura vencida ao final.

Nesse ponto nossa sessão foi encerrada. Não temos data ainda para a próxima sessão.

Trabalho com TI, jogo RPG e tenho uma linda família

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