Vou me casar em breve, e o que mais ouço de pessoas próximas a mim -geralmente, os “filhos desta geração” — é o quanto estou sendo “apressado” nessa decisão de unir-me a outra pessoa tão “novo”, com tanta coisa por “aproveitar” nesta idade (tenho 24 anos e me formei recentemente em Direito, minha renda paga um aluguel de 50m e a alimentação do mês, para os padrões deste século, uma atitude de um louco?!) — só consigo pensar que, na verdade, vou cumprir o ato mais nobre reservado a um homem, que é o sacrificar-se por outra pessoa em amor. Não há nada de mérito próprio, ou de louvação por esta decisão — apenas irei trilhar o caminho que me foi confiado como homem: cuidar de minha esposa e filhos com tamanha dedicação a ponto de morrer por eles. Com isso quero só dizer: parabéns pelo tocante texto, Ícaro. Sou admirador de tua escrita, vou batalhar pra ter uns 30% de tua habilidade de expor com palavras a atual condição humana. Pretendo começar a escrever nesta bagunçada rede virtual. Forte abraço!
Eu sou filho de uma geração que tem medo da vida. Que aprendeu que o controle e a liberdade devem estar presentes em cada dia. Que a felicidade é uma grande carreira e que a maior conquista é uma conta de banco abarrotada de grana. Eu sou filho de uma geração que ouviu dos pais, desde bem cedo, que a juventude era para estudar; que filhos atrapalhavam a ordem das coisas e que só deveriam ser planejados após a estabilidade.
Conselho de pai: 5 motivos para você ter o seu filho logo!
Ícaro de Carvalho
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