TORÇO PARA QUE O UBER SEJA PROIBIDO LOGO.

Qual a semelhança entre a Sony e os taxistas de BH?

Explico.

Quando eu comecei minha carreira na comunicação online, na saudosa TN Internet, com meus chefes Bernardão, Kuskão, Gui Campos, Rodrigo Battella, Tôpo, Pedrão, Suzana… lá no início da revolução digital, foi lá que conheci a MP3.

“An MP3 file that is created using the setting of 128 kbits will result in a file that is about 1/11 the size of the CD file created from the original audio source (44,100 samples per second × 16 bits per sample × 2 channels = 1,411,200 bit/s”

Esse algoritmo de compressão de arquivos começou a dar indícios da revolução que estaria por vir. A coisa toda ficou legal quando a pareceu o Napster. Nos anos 2000/2001 ele estava no seu auge, multiplicando o números de usuários e elevando exponencialmente o número de compartilhamento de arquivos. O Napster era um software de compartilhamento de arquivos que compartilhava prioritariamente MP3.

Esse poder de distribuição dado ao consumidor deixou a industria fonográfica puta! As duas principais Sony e Warner foram as lideres dos vários processos que levaram o Napster a fechar as portas, se não me engano em 2001. A classe artística se juntou em peso, incluindo Madonna e Metallica (a gente não esqueceu viu Lars?), a Lei de Copyright, comeu solta e a vaca foi pro brejo.

O que acontece a seguir todo mundo sabe, em 2002 já tinhamos 8 novos Napsters ativos, só pra citar alguns, eDonkey (meu preferido), Morpheus, Audiogalaxy, Kazaa e por ai vai.

A industria entendeu que não dava pra brigar contra uma tendência, uma mudança comportamental, um novo mind-set, uma nova tecnologia.

Vejo a mesma coisa acontecendo com o Uber e seus taxistas da industria fonográfica, pra gente, usuário final, só temos a ganhar se o Uber for proibido, porque assim como o Napster, só que dessa vez muito mais rápido, uma proibição abre portas para 10 novos apps em questão de meses.

Com isso o preço cai, a qualidade sobe e os taxistas continuam putinhos.

A lição talvez seja: Uma tendência a gente não tenta proibir…

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