Começamos!(hello world)
Você teve um dia cheio, quer dormir, relaxar, mas sua cabeça ainda está a mil, as condições para que você durma têm que ser ideais. Silêncio, escurinho, temperatura agradável e por ai vai, tudo parece caminhar bem até que (agora leia lentamente)plim… plim… plim… plim… plim… plim… plim… plim…(pode voltar a ler normal) uma torneira insiste em atrapalhar seu sono.
A solução correta seria chamar um profissional qualificado pra resolver esse problema, ou então desligar o registro geral, pegar uma chave inglesa, desenroscar a torneira, desmontá-la e trocar aquela borrachinha que faz a vedação, e que claro ninguém tem isso guardado em casa, pelo menos não a maioria, depois faria o caminho inverso colocando tudo no lugar e acabando de vez com o barulhinho chato.
Eu cansei só de escrever e você só de ter lido, confesse.
O cenário mais provável seria pegar qualquer coisa que abafasse o som da gotinha, como uma esponja de lavar louça, colocaria embaixo da torneira e pronto #partiucama. Parabéns, você acaba de fazer uma gambiarra, porque você é brasileiro e antes de tudo é humano.
A capacidade de raciocínio para criar uma solução rápida, barata e eficaz, como do exemplo acima, é de uma complexidade imensa do ponto de vista cognitivo, que ninguém deveria se envergonhar por fazê-la, e que na verdade não se envergonha, desde que não tenha que chamá-la pelo nome correto, nossa boa e velha gambiarra.
Pretendo aqui, compartilhar tudo que venho estudando e refletindo sobre essa forma de enxergar o mundo e que pode, na minha opinião, ser usada de base para resolver problemas de forma inovadora.
Bem vindos ao Gambiarrismo.
Originalmente publicado em www.gambiarrismo.com