Olha aqui, eu te confesso, ando tão disperso, num desejo tão imerso, o de te encontrar. Já perdi as contas, já que sou um asno em contas, de quantos de cigarros pontas queimei e sei que vou queimar. É um clichê básico, acho, o tolo queima como plástico, fácil, não se é de admirar. Nesse canto não descanso, são nulos os descontos que tua falta me dá. Nem sei se vou ou se fico, aqui não é meu lugar, insisto, mas lugar quente, além do sol, sei que nunca houve e não há.
Vou beber mais algumas cervejas, aproveitar a tristeza, nesse final de ano tentar chorar, não me matar. Mas vê que em todo caso, todo vício, todo gosto insípido, de mim haveria de se dissipar – se nesse troço de amor, que amo, ciência tenho e desconheço, pudesse eu me viciar.
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