
O único Deus verdadeiro e a criação

O homem precisa ter um Deus ou um ídolo.
▸ Lutero
Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1;2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11).
Em sua recente obra sobre o Cremos das Assembleias de Deus, o pastor José Roberto faz um alerta importante:
Não estamos falando em deuses, mas em apenas UM Deus (Dt 6.4); não se pode cair no equívoco do triteísmo, na crença em três deuses. Por outro lado não se pode pender para o unicismo, o argumento de que Deus é apenas uma pessoa. Jesus distinguiu o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt 28.29; Mc 12.29).
Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. (Dt 6.4 NVI)
A página Tenda do Messias explica que a expressão Shemá Israel (ouça, Israel) “são as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico (Dt 6.4-9).” Em uma liturgia, a recitação consiste em mais duas porções: Dt 11.13–21 e Nm 15.37–41. De acordo com nossa lição, a ideia de Shemá não é somente ouvir, mas ouvir e obedecer, isto é, praticar aquilo que se ouve – uma ideia muito clara no versículo 3: “ouça e obedeça (NVI)”; “ouve e cuida de pôr em prática (KJA)”. É o alerta para uma adoração única e exclusivamente direcionada à Deus, pois Ele é o único Deus verdadeiro; os demais eram falsos. Sabemos que muitas divindades eram cultuadas naquele contexto, como bem observa a Bíblia de Estudo NVI:
Esse entendimento foi revelado por Deus e é especialmente importante tendo em vista a multiplicidade de baalins e de outros deuses de Canaã e de outros lugares (Jz 2.11–13).
Este princípio de “ouvir e praticar” nos é lembrado no Novo Testamento, em Tg 1.23,24. O povo precisava praticar esta verdade para não esquecer-se dela, isto é, precisava estar sempre “em contato” com Deus para não esquecer-se d’Ele e não ser seduzido pelos deuses pagãos. Deus nunca reúne seu povo com o mero intuito de falar para ele e em seguida o despedir, mas sempre tem em vista que seu povo ouça e ponha em prática Suas instruções. No início de seus sermões, logo após a leitura do texto bíblico, o saudoso pregador luterano Alcides Jucksch sempre exclamava com muita autoridade: “bem aventurado o que ouve a Palavra de Deus e a obedece!”
O homem precisa ter um Deus ou um ídolo.
▸ Lutero
Em nota, a NET Bible comenta o versículo 4:
Uma opção seria traduzir o verso 4 assim: “O Senhor é nosso Deus, o Senhor somente” (cf. NAB, NRSV, NLT). Isso seria uma afirmação de que o Senhor era o único objeto de devoção deles. Esta interpretação encontra suporte nos apelos à fidelidade que se seguem (vv. 5,14). Outra opção seria: “O Senhor é nosso Deus, o Senhor é único.” Neste caso o texto estaria afirmando a fidelidade do povo ao Senhor, bem como a superioridade do Senhor em relação a todos os outros deuses. Também implicaria que ele é o único digno de sua adoração.
Como podemos ver, Dt 6.4 não fala só de monoteísmo, mas também de singularidade. Quando afirmamos que nosso Deus é o único Senhor, isso lhe garante singularidade. Só Ele é Deus e não há Deus como Ele. Nosso Deus é único por definição!
…pois tu és magnífico e realizas milagres maravilhosos; em verdade só tu és Deus!
▸ Sl 86.10 (KJA)
O veterano professor Larry Richards oferece uma síntese comparativa entre o Deus da Bíblia e os deuses do passado:


Siglas:
- KJA: King James Atualizada
- TB: Tradução Brasileira
- NAB: New American Bible
- NRSV: New Revised Standard Version
- NLT: New Living Translation
- NVI: Nova Versão Internacional
Bibliografia
- Tenda do Messias – Shemá Israel, o Maior Mandamento;
- NET Bible;
- RICHARDS, Larry. Guia Fácil para Entender a Bíblia. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2013.
