Não consigo ser pragmática 
Me perdoe, meu amor 
Em relação à dor
Infelizmente, não me falta prática 
Mas me recuso a criar métodos 
Medir rendimentos 
Trato minha dor como uma oração, e respeito seu tempo 
Mas quando ela se vai, se esvai 
Pra sempre 
Nesse mar de magma que é o amor 
E a rima nem precisa existir 
Mas precisa permitir que existam 
Noites e dias 
Quando deslizamos nossos corpos 
Mesmo que por caminhos tortos 
Peles e poros absorvendo uma a outra
Até o encaixe dos corpos, perfeito 
Até que o turbilhão dentro do peito 
Acalme
Olhando nos teus olhos, multidões 
Amplitude não nos falta 
Deixe fluir, esquece a rima 
Ela não precisa existir

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