Virada sem vírgula

A risca ao meio a onda lado direito e esquerdo. Cai assim batido o cabelo meio natural meio não natural. Não usa gel é pomada mais moderna. O copo na mão vem desde o dia anterior ano passado. O líquido transformou o tempo assim insípido inodoro e incolor. Olho no mar pé na areia dedos cavando mais espaço. Cabeça doída moço quer o cardápio quero não obrigado.

Não lembrava Mariana Maria ou Marta. Nem lembrava de onde vinha da Bahia Rio de Janeiro ou do Sul. Só lembrava que tinha mar por que a morena dizia o da minha cidade brilha mais. Brilhava mesmo eram os olhos petróleo e todos os fogos e todas as luzes eram duas fora e dentro. Dividiam a garrafa de cerveja que era beijar duas vezes. Sainha branca curta pedaço da barriga de fora e o pelo eriça onde tem vida. Vou buscar outra bebida e lá foi Marta Mariana ou Maria. Não voltou nem foi mais vista.

Eram nove ou dez o sol subia. Restos perambulavam de branco óculos de sol espelhado tudo em dobro. Ele mesmo bermuda branca escorrida líquido azul ou verde há quem diga. Não pisca demorado se não dorme e vão dizer que foi mirim marica não aguenta e nisso viu Marta Maria ou Mariana andando na beira do mar de branco ainda fita de flor na cabeça dando a volta. Chutava água assim pra cima num moço forte delineado óculos reflexo dourado tá na moda eu sei. Ele segurava ali no espaço entre a saia e a blusa pra inveja matar só matou no beijo longo mão na nuca na frente da cadeira.

Levantou. São trinta reais usou cadeira e guarda sol tá aqui troco pra cinquenta tenho não. Pode ficar. Pensou pra que lado era a pousada andou um pouco e não lembrou. Tirou camisa chinelo carteira celular tinha perdido se deu conta. Andou pro mar pé molhou joelho coxa peito que frio. Abriu a boca encheu o peito e afundou. Cabelo risca ao meio desmanchou e a pomada saiu foda-se.

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