As mil definições do que é amor.

Quando eu era pequeno, perguntei para um amigo mais velho o que era amor. Na época, ele fazia parte do grupo dos desiludidos do amor e sua resposta foi fria e aterrorizante. Amor é aquilo que te faz humano, te tira o chão depois de um ano e seis meses dormindo com seu melhor amigo.

E eu fiquei com medo, eu sempre tive medo. Quando me perguntam se eu sou um saco de batata ou um homem, minha resposta padrão é “saco de batata”. Eu jurei a mim mesmo: “eu nunca irei amar” e pronto, essa jura me tornou um dos últimos românticos, aquele que se apaixona fácil e que demonstra tanto sentimento que obriga as pessoas fugirem e bem, me faz ganhar uma entrada pro grupo dos desiludidos do amor.

Comecei a escrever em 2015, escrevia por bobeira, porque é legal pensar nessas histórias bobas de amor. Mas foi quando te conheci que coloquei todo meu sentimento em palavras perdidas numa folha branca. E por mais que as probabilidades de “nós” não aconteça, por sua causa eu descobri o que é o amor e o amor é lindo.

Diferente daquilo dito para o pequeno pseudo-poeta, amor é aquele sentimento que dá vida ao mundo, que faz o preto e branco se tornar um lindo arco-íris, é aquele frio na barriga, é não ter medo do amanhã porque o amor está com você, é não se sentir na obrigação de pedir proteção a deus nenhum, porque amor protege de todas as coisas. É estar chovendo lá fora e o peito estar iluminado pelo sol mais quente que este planeta já viu, é ir dormir vestindo as roupas de ontem e os sonhos de amanhã, é tudo e nada, amor não é físico, amor é isso e aquilo, você sente o amor e ponto, amor é amor, amor é o que nos torna quem somos.

E por mais que eu ame, tenho que te deixar ir. A minha ideia de ti talvez não seja a realidade. Enquanto você vai, saiba que a porta de minha morada sempre estará aberta para ti, entre sem bater e não precisa nem tirar teu all star, ok?

Enquanto você vai, meu amor por ti vai ser depositado em todas as outras coisas que faço. Meu amor por ti vai aparecer em tudo, nos vídeos, nos textos, nos trabalhos de faculdade e até nas músicas que escuto. Porque quando fazemos o que fazemos com amor, tudo melhora e eu, desgraçado da cabeça, quero melhorar.