Você.
Eu acho estranho como funcionam as relações amorosas, acho que nunca vou entender.
Eu estive sozinho por uma boa parte da minha vida, cansado, desiludido e uma palavra carinhosa, fudido.
E então, você apareceu. Sei lá, eu me prometi nunca me apaixonar porque paixão acontece como um ciclo aparentemente. Eu encontro você, a gente conversa, a gente beija e por algum motivo da vida, acaba.
E eu sempre fiquei muito irritado com esse ciclo, porque paixão seja em filme ou naquele casal de amigos que são tão fofos que você sente vontade de vomitar arco íris é lindo e maravilhoso.
Quando a gente se conheceu, eu jurei que seria diferente. Pode parecer um melodrama de uma mente pseudo-poetica mas eu me sentia vazio. Por dentro eu era um barco solto no oceano na noite mais escura e bem, você foi a lua que iluminou minha noite e fez aparecer o sol quando o dia chegou.
E eu não entendo as relações amorosas, eu não sei o que senti por você, foi algo inexplicável. Em duas semanas eu estava deliberadamente perdido em sonhos de futuro e eu prometi que seria diferente mesmo sabendo da existência do meu ciclo tenebroso que leva somente a desgraça.
E quando chegamos a etapa final do nosso pequeno ciclo, eu entendi o ciclo e por mais que eu não tenha gostado de que tenha chegado ao fim, o fim sempre chega.
Você chegou e veio do mesmo jeito que chegou, rápido demais. Mas veio com uma porção dupla de amadurecimento mental e espiritual. Pode ser bobo dizer, mas sem você eu ainda estaria parado no tempo e perdido no espaço.
Você é e sempre será uma pessoa importante para mim. Obrigado por tudo, a porta está sempre aberta, sinta-se em casa, tem esfirra e milk-shake pra você.
