As promessas de uma vida inteira, seja está vida do tamanho que for, são difíceis de quebrar um sentimento de injustiça. Ora, veja... Pode não existir uma injustiça, apenas o sentimento de que algo assim existe. Uma crença. Que mal há nisso? Ora, o mal de toda crença em injustiça: a busca de uma forma de se fazer justiça, seja ela qual for. É difícil aceitar um passado de privações, de uma busca sem o que é buscado ser encontrado. É de se esperar feridas nesse caminho, feridas que são aprofundadas por (crença) uma injustiça. Temos aí um problema maior! Por quê? A busca pela justiça se mistura com uma outra satisfação - alcançar justiça trás uma satisfação, não?! - a de algo passado, talvez guardado tão fundo na mente que mesmo quando é exposto (se tiver a virtude de algum dia vim a superfície) não o é em sua totalidade. A busca para estar saciado de ambas coloca o tal em uma situação de tristeza pela nova ardência da ferida, sendo aprofundada pelo bicho crença em injustiça.

Não se deixe enganar, é uma droga estar nisso


Bem, esse foi o primeiro texto sobre reflexões da vida de Alguma Coisa. Virão mais! Um relato aberto, pelo menos aos que estão aqui, começa com esse texto. Alguma Coisa existe na vida real, não é algo inventado na cabeça de alguém. Alguma Coisa tem carne e osso.

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