Forever the first…

Após a morte do meu avô materno (a figura de pai e avô da minha infância) eu não havia perdido ninguém tão significante e tão importante quanto minha madrinha que perdi em fevereiro desse ano.
Minha madrinha SEMPRE foi antes mesmo de ser minha madrinha meu forte, minha base, meu ponto de equilíbrio, meu diário, minha confidente e fiel escudeira. Não havia uma decisão a tomar que eu não a consultasse. Na verdade esse era um hábito de muitos de seus amigos.
Vê-la perdendo a luta contra o câncer e nada poder fazer foi muito triste e perdê-la de maneira tão rápida foi ainda pior. Descer e subir a rua olhando pra sua janela procurando seu cabelo cacheado preso em lenços coloridos, ver a cortina roxa sendo tirada, seus livros sendo distribuídos e aos poucos ela indo... indo para onde nunca deveria ter ido, porque o lugar dela era aqui. Contribuindo para muitos e muitos afilhados...
Surtei ao pensar que esse seria o primeiro Natal de muitos sem ela, o primeiro aniversário de muitos sem sua alegria e assim nunca mais ouviria ela me chamar carinhosamente de “Minha Flor”. Mas o choque maior aconteceu quando descobri que essa lista seria infinita...O pingente com o símbolo do infinito foi o presente que recebi dela no meu último aniversário.
Decidi (e não consultei ninguém) te colocar no meu corpo como tatuagem, que é para me dar coragem para seguir viagem. No braço esquerdo com o qual escrevo. No lado esquerdo, do coração. A partir de hoje e para sempre você será a Minha Flor, e de hoje em diante nós estaremos juntas para todos os Natais, Aniversários e momentos especiais.
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