O capitalismo e as mulheres
Esse sistema interfere na vida das mulheres? Por quê?
Vivemos em uma sociedade capitalista. Nós, mulheres, trabalhamos fora para sustentar a casa e ainda, na maioria das vezes, temos o dobro do trabalho em casa, cuidando das tarefas domésticas e das crianças, não é mesmo? O que a gente costuma pensar é que a sociedade sempre foi assim e que isso nunca terá mudanças! Será mesmo?
Segundo Alexandra Kollontai, as mulheres conseguirão algumas melhorias no capitalismo, mas só conseguirão ser totalmente livres caso o nosso sistema atual seja totalmente mudado. É possível pensar, então, desse modo, que no capitalismo as mulheres continuarão acorrentadas pela exploração em casa e no trabalho; o sistema capitalista é baseado na desigualdade, um precisa ser explorado e o outro explorador para que esse sistema funcione, sendo assim, como a mulher conseguirá ser livre nesse tipo de sistema? É preciso uma ampla mudança na estrutura da sociedade para que as mulheres consigam sua emancipação.
Kollontai ainda diz que as relações domésticas foram totalmente alteradas com o capitalismo. A mulher e o homem, que antes tinham mais parcerias nos trabalhos domésticos, agora se veem esmagados pela estrutura capitalista. No início do capitalismo, o individualismo e a falta de senso coletivo destruiu toda a moral feudal e colocou para os trabalhadores a moral capitalista, baseada na “individualidade”, na “exclusividade” e no “isolamento da família nuclear”.
Ainda citando Kollontai, para que esse tipo de relação social e estrutura de poder tenha fim, é totalmente necessário se libertar das amarras do capitalismo. Ela diz: “a emancipação das mulheres, mas, sobretudo da classe trabalhadora. A verdadeira liberdade e igualdade de direitos só se dará no momento em que a classe trabalhadora se liberte das amarras do capitalismo”. Se houve a transição do feudalismo para o capitalismo, por que um novo mundo de igualdade não será possível? Segundo essas feministas, o nosso futuro será livre, mais humano e igual. Devemos lutar pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo, como Olga Benário e outras mulheres que estão dia a dia na batalha.
