Relatos sobre o dia da Visibilidade Lésbica

escrito por Maria Gabriela, militante do Juntas! de Feira de Santana.

Foto do Blogueiras Negras

Visibilidade quer dizer “caráter, condição, atributo do que é ou pode ser visível, ser percebido pelo sentido da vista.”

Não se encaixou muito bem com a realidade, com a minha realidade e com as de muitas mulheres que já (r)existiram e (r)existem.

Lésbica? Sapatão? Não, não pode ser
rápido, esconda-se, ou melhor nem se mostre
 é errado,
é pecado,
é imoral,
é sujo.

“Ah, mas se for duas mulheres juntas pra satisfazer um macho (porque convenhamos, ele da conta do recado, não é mesmo?!) pode, mas só entre quatro paredes ta? “
“Quer que eu seja mente aberta? Tudo bem eu te aceito mas… precisa se vestir igual a homem? “
“Você quer ser homem é?”
“Toma vergonha nessa cara e para de sem vergonhice.”
“Será que eu posso participar com vocês?! Acho que ta faltando um homem ai”

Calem-se pois agora é a minha vez de falar, de ser pois eu existo, eu sou!

Quero não ser mais invisível, quero não mais reprimir o que sinto por outra mulher, quero ser livre podendo viver sem uma imagem distorcida do que foi 
construído pela sociedade, eu sou humana como você,
meu sangue ainda corre pelas veias me lembrando que ainda estou viva,
meu esqueleto ainda me sustenta e me lembra que já não estou mais no chão, estou em pé caminhando e pronta pra cair novamente se for necessário.
Não vou mais aceitar o seu preconceito ser mais visível que o meu amor, que o peso do teu ódio seja mais valioso que a leveza do meu afeto.
Não vou mais me invisibilizar e nem deixar que me invisibilizem, eu sigo existindo e resistindo, lutando para ser quem eu sou verdadeiramente, lutando contra o seu ódio e seu preconceito falido que herdou da falta de conhecimento e de amor!

Eu sigo sendo como um cristal, mesmo quebrada, ainda brilho, sigo sendo mulher, lésbica, feliz e completa!⁠⁠⁠⁠

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