Junina!

Por Rodrigo Sena e Tiago Henrique

Longe dos Food Trucks, dos Hot Dogs de R$15,00, dos mega shows de “forró com guitarras” e de toda postura urbano-industrial que alimentam a Industria da Cultura Brasileira, o solsticio de inverno e os santos católicos ainda são celebrados de forma espontânea e autentica.


Nos últimos anos algumas simbologias que marcam as celebrações de Junho pelo País perdeu espaço para os grandes shows realizados nos principais polos do Nordeste como Campina Grande, Caruaru e Mossoró. Também não é diferente no que é chamado de Brasil Caipira (Central, Sul e Sudeste) onde podemos facilmente perceber a substituição das comidas típicas pela industrializada, além das mudanças no figurino, imagens, ritmos, crenças, valores além da mudança dos locais onde ocorrem as apresentações que, embora tentem trazer para o público uma imagem do sertanejo, com montagem de cenários e encenações, a festa é tida como espetáculo.

Os fotógrafos Rodrigo Sena e Tiago Henrique foram atrás das poucas manifestações autenticas que ainda acontecem em alguns lugares do sertão e agreste de Pernambuco. Sena foi para Caruaru documentar os Bacamarteiros de Caruaru folguedo que consiste numa apresentação cênico-performática de um grupo de 15 a 20 pessoas vestindo calça e camisa de zuarte (algodão azul), lenço vermelho no pescoço, chapéu de palha ou couro adornado com uma rosa vermelha, alpercatas ou tênis, bisaco com munição e seu bacamarte, também conhecida como granadeira, a arma serviu na Guerra do Paraguai em 1864. O Grupo desfila e faz suas apresentações nas ruas, avenidas ou mesmo na zona rural da cidade, dando salvas de tiros em homenagem aos santos católicos reverenciados no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Em Buíque, agreste pernambucano, Tiago, que já está documentando o cotidiano local há um ano, foi atrás das quadrilhas na zona rural e no pequeno centro urbano da cidade.

O resultado você acompanha a seguir.



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