[EM CONSTRUÇÃO —LANÇAMENTO : JANEIRO 2016]

Além dos 26min de um documentário, existem diversas histórias. Algumas são contadas aqui.

SINOPSE: A cidade vive o fluxo urbano. Sente na pele de asfalto as bicicletas fazerem cócegas. O cicloativismo quer faixas e outras coisas mais. Este documentário é tipo um ``bike movie``. Ou mais simples mesmo: um filme de bike. 
(FAIXA, doc., 26min — coletivo Nigéria; Fortaleza/CE - 2016)

Assista ao filme FAIXA ^

a) GRUPOS CICLOATIVISTAS

Por ordem de aparição no filme FAIXA, mostramos uma única e simbólica ação detrês grupos que elegemos como relevantes no atual contexto da Ciclovida, das Ciclanas e da Massa Crítica. São situações escolhidas por pesquisa da equipe e conversas com os próprios grupos que sintetizam a forma de atuação dessas organizações.

1 ASSOCIAÇÃO DE CICLISTAS

A Ciclovida — Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (www.facebook.com/CiclovidaFortaleza) é uma organização formalizada, mas não por isso necessariamente burocrática ou hierarquizada. São cerca de xx associados (até os últimos dias de 2015) e xx anos de existência e atuação.

O que marca a Ciclovida é a quantidade de membros efetivos e uma diretoria rotativa e bastante ativa: eventos, reuniões, palestras, debates, atividades educativas, formações etc. O ``Mês da Mobilidade`` — geralmente setembro -é o evento anual que vem sendo organizado pela associação e repercutido bastante na cidade. Foi neste mês e durante o evento que gravamos o FAIXA, por exemplo.

2 MULHERES NAS RUAS

Ciclanas é o nome criativo do grupo descrito oficialmente como ``Mulheres de Bicicleta no Trânsito de Fortaleza``. Nesse assunto, é preciso desatacar que a equipe do filme contava com ampla maioria de homens e apenas uma produtora e uma assitente geral mulheres. Por isso, o cuidado com a questão e a colaboração de algumas moças do próprio grupo nos fez pensar e refletir bastante sobre forma de abordagem e até escolhas estéticas (como é o caso da parte em que uma moça vai para casa gravando seu percurso com uma câmera portátil).

Aline anda de bike apenas há 2 anos, mas o que nos levou a acompanhar parte do seu percurso é porque ela mora afastado do local em que estávamos gravando o evento - cerca de 10km- e já eram 23h. Acompanhamos ela até a Praça da Gentilândia, no bairro Benfica e depois entregamos uma câmera portátil para que ela mesmo registrasse as sensações, dessa vez sem nossa companhia (4 homens). Acreditamos que essa proposta se aproxima do que as mulheres enfrentam, já que são submetidas desde à escuridão amedrontadora das ruas, assaltos, e principalmente os perigos iminentes de assédios, violências sexuais e estupros.

3 AÇÃO DIRETA E ANONIMATO

A Massa Crítica é uma mobilização mundial: todo última sexta-feira do mês, as pessoas se encontram para pedalar pelas cidades como forma de manter viva a luta por uma mobilidade mais humana. É movimento anônimo, não hierárquico e essencialmente de ação direta: ``ninguém fala pelo Massa Crítica``.

Por causa desses aspectos particulares, refletimos e debatemos sobre como mostrar os sentimentos envolvidos nas ações diretas. Resolvemos usar as vozes, mas preservando o anonimato de quem falava e além disso, buscar trechos para o filme que não falassem da Massa Crítica, mas das impressões pessoais de quem estava ali, que poderia ser qualquer pessoa cicloativista.

b) A PARÓDIA DO BELCHIOR

Até o Belchior apareceu nesse filme, mas não o original. Edson mora na comunidade Poço da Draga, onde mantém um bar e aos finais de semana vende bebidas como ambulante no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, ali pertinho. Para transportar as cargas de produtos, vai de bicicleta. ``Faço tudo de bicicleta, desde sempre``. Um amigo do amigo fez o papel de ``playboy do carrão``, e a Ju, coringa da equipe, fez a ``moça ciclista``. O clipe, isolado do filme, teve mais de 100 mil visualizações no Facebook em apenas uma semana.

A paródia é criação de mentes criativas e ousadas dos nem tão anônimos assim participantes da Mundiça Alegre, bloco novo de Fortaleza e que reserva um dia do carnaval para destilar veneno e piadas com letras sobrepostas a arranjos musicais já existentes.

Muita gente têm perguntado sobre direitos autorais: ora, isso é uma estratégia para trazer o Belchior de volta.