Como Anda lança relatório sobre estado da arte da mobilidade a pé no Brasil

Acesse o relatório completo em bit.ly/relatorio_comoanda_final

Após um ano de mapeamento e pesquisa sobre mobilidade a pé no Brasil, Como Anda lança relatório completo com todas as informações coletadas e conteúdo elaborados em 2016. Nele, você pode conferir o passo a passo do projeto, resultados da pesquisa, plano de ação pela mobilidade a pé e muito mais.

Para o futuro, o Como Anda quer fortalecer as organizações e a pauta, articulando a rede de grupos que trabalha pelos pedestres de todo o país.

Apresentamos aqui alguns dos resultados da pesquisa sobre o mapeamento das organizações e levantamento da legislação que influencia a mobilidade a pé no Brasil. Para o conteúdo completo, acesse bit.ly/relatorio_comoanda_final.

Resultados do mapeamento de organizações

O tema da mobilidade a pé pode ser abordado de formas muito diversas e em distintos níveis de aprofundamento, tendo sido encontradas organizações cujo foco principal é a mobilidade a pé (27%); organizações cujo tema principal não é a mobilidade a pé, mas que têm ações importantes voltadas para o tema (30%); ou ainda organizações sem foco no tema e sem ações exclusivas, mas que tratam da mobilidade a pé sempre dentro de um contexto mais amplo (42%). Esses grupos possuem, em sua maioria, atuações nas áreas de políticas públicas (45%) e arquitetura e urbanismo (42%).

Saiba mais sobre o mapeamento das organizações no relatório completo em bit.ly/relatorio_comoanda_final

Do total de organizações mapeadas até agora, 78 (59%) têm sede no estado de São Paulo, sendo 72 (92% destas) com sede localizadas na Capital, o que sugere que a cidade de São Paulo lidera o movimento que promove mobilidade a pé no país. Outro ponto relevante é que a maioria (75%) das organizações mais citadas como referência no tema estão sediadas na cidade de São Paulo.

Os grupos são recentes: mais da metade (52%) das organizações surgiram a partir de 2013, sendo que esse número aumenta consideravelmente (76%) para as organizações cujo foco principal é a mobilidade a pé. É relevante que no ano de 2016, das 7 organizações que surgiram, 6 (86%) têm foco em mobilidade a pé. Isso indica que, cada vez mais, emergem grupos que querem atuar pelos pedestres em todo o país. Alguns fatores podem explicar esse “boom”, como a maior participação da mobilidade na pauta das campanhas eleitorais de 2012, a instituição do Política Nacional de Mobilidade Urbana em 2012, as reivindicações por todo o país nas jornadas de junho de 2013, a maior maturidade do movimento cicloativista a partir de 2013 e, também, o programa governamental da Prefeitura de São Paulo com enfoque nos espaços públicos e mobilidade urbana que parece ter impulsionado a atuação por outras causas menos consolidadas na mobilidade, como a mobilidade a pé.

Resultados do levantamento da legislação

Como Anda inaugura banco de dados inédito com todos os marcos regulatórios que influenciam a infraestrutura, governança e gestão dos espaços da mobilidade a pé no Brasil. A plataforma fornece ainda uma análise acerca das sobreposições, gargalos e oportunidades para a promoção de melhores condições aos pedestres nas cidades brasileiras.

Saiba mais sobre o levantamento da legislação no relatório completo em bit.ly/relatorio_comoanda_final

Ao analisar as leis, percebe-se que a prioridade ao pedestre está sempre presente nos princípios, diretrizes e objetivos, porém são escassos os dispositivos que efetivamente possam trazer resultados práticos que qualifiquem as calçadas brasileiras.

Algumas medidas podem contribuir para a melhoria da mobilidade a pé, como: entender as calçadas como parte do sistema viário e da rede de mobilidade urbana, bem como haver recursos garantidos para sua manutenção; divulgação de normas para construção e reforma das calçadas de forma didática pelas municipalidades, além da disponibilização de técnicos para auxiliar em casos especiais; sinalização semafórica que priorize o pedestre, diminuindo tempo de espera; garantia da intermodalidade nos deslocamentos, tratando da mobilidade a pé associada às redes de transporte público e demais modos de transporte nos Planos de Mobilidade; entre outros.

Por fim, deve ser discutida de forma ampla e participativa a questão da responsabilidade de execução e manutenção de calçadas, abordando formas de financiamento de obras e desenhos institucionais que garantam a existência de uma entidade na esfera municipal responsável por compatibilizar os diferentes projetos para a rede de mobilidade a pé; em especial, quando se trata de calçadas, considerando a variedade de agentes que atuam no território.

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