Como Anda na Reunião Temática da REMS

A Rede Esporte pela Mudança Social — REMS reúne 104 instituições que acreditam no esporte como fator de desenvolvimento humano e por meio da Rede busca trazer visibilidade ao trabalho das organizações, demonstrando o impacto social e o poder transformador do esporte, que inspira pessoas, instituições e governos para promoção de saúde, desenvolvimento humano, ética e cidadania.

Sendo assim, visando fortalecer a sua atuação, no dia 21 de agosto de 2018 foi realizada a reunião mensal da REMS, na sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, e o encontro teve como temática Redes: Silvia Stuchi do Instituto Corrida Amiga (organização membro da REMS desde dezembro de 2017) foi convidada a apresentar o projeto Como Anda, desenvolvido em conjunto com a Cidade Ativa e apoio do Instituto clima e Sociedade, ao lado do Prof. Dr. Douglas Andrade do Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde — GEPAF/ USP que apresentou algumas Rede trabalhadas por ele e pelo GEPAF.

Douglas, em sua apresentação, mostrou as experiências: Rede de Ermelino Matarazzo com 133 instituições; Rede Agita São Paulo que criou um movimento da área da saúde envolvendo a atividade física; estudo comparativo de redes entre Brasil e Colômbia. Ainda, foram destacados alguns pontos importantes da configuração em rede envolvendo a intensidade das relações estabelecidas: Como pode ser a relação? Sem comunicação, com comunicação, cooperação, colaboração, parceria. E, entendendo o cenário, é possível potencializar essas conexões.

“O estudo de redes tem crescido e existem muitas experiências exitosas. Atualmente, existe uma profissional do RJ aqui nas unidades da USP com o objetivo de compartilhar conhecimento da Redes da Maré” (Douglas Andrade — GEPAF/ USP)

Na apresentação da Silvia, foi dado enfoque às iniciativas do Como Anda, principais resultados e ferramentas e, em especial, a análise da rede que está sendo elaborada a partir dos dados de parceria das mais de 170 organizações mapeadas.

No final da reunião, a partir das apresentações realizadas sobre o GEPAF e Como Anda, várias perguntas surgiram sobre a atuação em rede, gerando uma interessante reflexão do público do encontro, bem como para qualquer pessoa / organização que deseja estar mais por dentro do tema: Quais objetivos da Rede? Quem faz parte? Onde queremos chegar? Quais são as pautas norteadoras? Como é gerida? Como é apoiada / financiada? Quais são os valores e missão? Qual a relevância e a necessidade de uma estrutura em rede? É necessário ter uma rede formalizada? Quais são as contrapartidas? Há articulação com o poder público? Quais as oportunidades? Quais barreiras e desafios?

É claro que nem todas as perguntas foram respondidas e as que foram, não necessariamente, se encaixam à todos os contextos distintos de conformação de Redes. Por fim, foi um encontro muito frutífero e que teve a compreensão unânime de que atuação em Rede fortalece a sociedade e as organizações, e que não há mais como pensar num mundo sem essa ferramenta multiplicadora e potencializadora de saberes por meio das trocas estabelecidas.