
Mercado de CDB: 3 pontos que você precisa conhecer
Principalmente quando consideramos os investidores menos experientes ou de perfil mais conservador, é bastante comum vermos ativos de renda fixa na carteira de investimentos. Mas nem sempre é uma tarefa simples escolher qual dessas aplicações é a mais indicada para cada pessoa.
Isso porque, dentro da renda fixa, existem diversos títulos, com vantagens e desvantagens que o tornam mais apropriados para determinados momentos de vida, objetivos e perfis. São sempre ligados a instituições financeiras privadas ou públicas, mas cada um com particularidades que precisam ser avaliadas antes da compra.
Com os Certificados de Depósito Bancários (CDB) não é diferente: antes de tudo é preciso conhecer bem as possibilidades de investimentos entre os CDBs e entender melhor como funcionam. É fato que não existe aplicação perfeita, mas algumas são mais versáteis que outras, sendo indicadas para trazer rentabilidades vantajosas ou mesmo para diversificar e, portanto, equilibrar os investimentos.
Mas, afinal, o que é CDB?
CDB, também conhecido como Certificado de Depósito Bancário, nada mais é do que um título de crédito. Ele é emitido pelos bancos e, na prática, funciona como um empréstimos para essas instituições financeiras. Ao comprar esse ativo, o investidor na verdade está emprestando dinheiro com a promessa de retorno com juros.
Existem diversas instituições que emitem esses certificados, mas diferente do Tesouro Direto, em que há garantia de retorno, no CDB existe uma possibilidade de calote — ou seja, quando o banco não cumpre com suas obrigações financeiras em caso de crise ou falência — , mas também há a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, que retorna até 250 mil, por CPF.
Por isso, é preciso medir a relação de risco e retorno a fim de garantir uma rentabilidade interessante, mas, ao mesmo tempo, concreta. Tudo isso vai depender da instituição em que se compra o título; afinal, quanto maior o banco, menor o risco de crédito, mas menores também os rendimentos.
A rentabilidade também depende de outros fatores importantes, como as variações pré e pós-fixadas do CDB: para o primeiro caso, é sempre usada uma porcentagem, um valor fixo no momento da compra; já para o segundo caso, a aplicação fica atrelada a um índice, normalmente o CDI.
O que mais preciso saber na hora de escolher o CDB ideal?
Na prática, são pequenos detalhes que fazem toda a diferença no momento de definir qual investimento em CDB escolher. É preciso, então, analisar alguns desses pontos na hora da pesquisa; por sorte, aqui estão quatro desses fatores que todo investidor precisa avaliar para compor sua carteira de investimentos.
1- Tamanho dos bancos
Como dito anteriormente, quanto menores os bancos, maior a rentabilidade esperada. Isso acontece porque bancos maiores, de maneira geral, possuem mais recursos e maiores aportes de capital para financiar a emissão de crédito aos clientes e outros projetos.
Por esse motivo, os bancos menores oferecem melhores condições para os investidores, com taxas de juros maiores no vencimento, isto é, taxa de retorno mais vantajosa. Para os CDBs pós-fixados, por exemplo, a diferença pode ser decisiva: enquanto os bancos maiores ficam por volta de 80% do CDI, as instituições menores podem chegar aos incríveis 115%!
Esse é um fator atraente, mas é preciso considerar que a rentabilidade está ligada de forma direta ao risco: bancos menores oferecem melhores condições, pois possuem score mais baixo — na prática, correm mais risco de darem calote. Por isso, são mais indicados a investidores um pouco menos conservadores.
2- Prazo da aplicação
Do rendimento desses certificados, é sempre descontado o Imposto de Renda. No entanto, ele é feito de maneira gradativa, isto é, conforme o tempo passa, a mordida do Leão fica cada vez menor — varia de 22,5% para, no máximo, 180 dias até 15% para mais de 720 dias.
Este é um ponto a ser considerado, pois os investimentos de prazo mais longo sofrem menos com o Leão é os bancos, normalmente, oferecem melhores condições para tempos de aplicação maiores. Mas nem sempre é possível esperar anos para o resgate; tudo depende do perfil e dos objetivos de cada um.
Uma dica valiosa, antes de decidir qual é a melhor opção, é sempre buscar os simuladores e calculadoras de investimentos. São bastante práticas de se usar e podem ajudar a visualizar os rendimentos, as taxas e até a liquidez das aplicações.m tornando mais fácil o momento de decisão.
3- Bancos x corretoras
Ao investir, é bastante comum, principalmente para investidores menos experientes, ir direto ao banco e consultar o gerente sobre as opções de títulos disponíveis. É importante ficar atento a isso, pois nem sempre eles oferecem as melhores aplicações, por causa das metas que precisa cumprir.
Por outro lado, mas corretoras, é preciso avaliar seu histórico, consultar seu relacionamento com os bancos e encontrar uma instituição financeira que seja confiável o suficiente. O poder de barganha das corretoras também deve ser avaliado, pois, só assim, será possível ter acesso aos melhores CDBs.
O ideal, nesse sentido, é ter ajuda de consultorias independentes e especializadas. Hoje, existem profissionais qualificados apenas para encontrar as melhores condições de investimentos para quem está entrando no mercado financeiro agora ou para quem tem anos de experiência.
É fundamental avaliar esses fatores para garantir mais segurança na aplicação do seu patrimônio. O mais válido é pesquisar, estudar e, sempre, diversificar seus investimentos! A renda fixa é a opção mais indicada para isso e não hesite em aplicar seu dinheiro nos CDBs.
