O papel dos Comunicólogos

Fonte: Ideário Contemporâneo

Desde a invenção da escrita, nossa forma de pensar mudou radicalmente e com ela o modo como nos comunicamos. A necessidade humana de gerir informações por meio da comunicação proporcionou o desenvolvimento de uma ciência social aplicada: a comunicação social.

A comunicação humana é um processo que consiste na troca de informações. Neste processo estão envolvidos uma infinidade de maneiras de comunicar, o que torna o estudo da comunicação amplo e a sua aplicação ainda maior.

Comunicação é uma palavra de sentido amplo e como tal abre um leque de possibilidades em vários segmentos. (…). A comunicação social, que contempla um conjunto de actividades, está dividida por habilitações. Dentre as principais e tradicionais está a de jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas. O bacharel em comunicação social também é conhecido como “comunicólogo”, que é um especialista em comunicação de massa.

O papel principal do comunicólogo está ligado à formação da opinião pública. O comunicólogo presta serviços de utilidade pública, participa da cobertura periódica dos factos e acontecimentos de relevância com o objectivo de transmiti-los à sociedade, actua na difusão de ideias associadas às empresas, produtos ou serviços, actua na criação e produção de campanhas de comunicação e na relação das empresas e organizações públicas ou privadas com o público.

O exercício da profissão é amplamente discutido questionado e o crescimento do consumo de informação cria conflitos. Segundo Marcelo Figueiredo, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na sua análise sobre conflitos nos meios de comunicação “[…]quem detém a informação no mundo moderno detém grande poder, e pode facilmente manipulá-lo”.

Daí, então, acredita-se que a opinião pública pode ser manipulada de acordo com os interesses de quem o poder de informar. Figueiredo afirma ainda que: “A liberdade de manifestação, de opinião, é sem dúvida um elemento do processo democrático”, salientando a importância do papel exercido pelos profissionais da comunicação.

De facto, a formação de opinião é, sem dúvidas, um dos mais reconhecidos atributos dos meios de comunicação. (…). Um dos grandes desafios que os comunicólogos enfrentam no exercício das suas actividades profissionais é o difícil equilíbrio da relação entre informação e poder.

Portanto, agir com ética e responsabilidade ao transmitir e informar deve ser o objectivo principal dos comunicólogos. Felipe Pena introduz no seu livro um conceito de ética que Marilena Chauí, historiadora e filósofa brasileira, assim define: “[…] ética é aquela parte da filosofia que se dedica à análise dos próprios valores e das condutas humanas, indagando sobre seu sentido, sua origem, seus fundamentos e finalidades” para reforçar o verdadeiro papel dos profissionais da comunicação, que devem ter o compromisso de promover os interesses da colectividade.

Fontes e Referências:

  • PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. São Paulo: Editora Contexto, 2005.
  • FIGUEIREDO, Marcelo. A Democratização dos Meios de Comunicação — O Papel da Televisão.Revista Diálogo Jurídico, Salvador, CAJ — Centro de AtualizaçãoJurídica, v. I, nº. 2, maio, 2001.
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