Exposições Universais,
a festa da modernidade


Tradição centenária, as Exposições Universais são exibições públicas que acontecem em várias partes do mundo e contam com a participação de diversos países. A feira serve como uma vitrine para o país sede mostrar o que de melhor a indústria local produz.

Hoje, a partir de temas amplos e globalizados, a Expo — como ficou conhecida — abrange aspectos culturais, ambientais, tecnológicos, logísticos, agrários, geográficos e econômicos. É regulamentada pelo Bureau Internacional de Exposições, ocorre a cada 5 anos e tem duração média de 6 meses. Ainda que pouco conhecido do grande público, é o terceiro maior evento mundial, atrás apenas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

A primeira exposição mundial aconteceu Londres, em 1851, no famoso — e hoje inexistente — Crystal Palace, construído inteiramente de ferro fundido e de vidro no Hyde Park especialmente para a ocasião. A Great Exbition of the Works of Industry of all Nations, como foi chamada, era a primeira mostra de produtos manufaturados e serviu para exaltar para o mundo o poderio e avanço tecnológico da Inglaterra — potência econômica, industrial e militar da época.

Talvez a edição mais conhecida seja a de 1889, em Paris, para a qual foi construída uma torre de ferro, que servia como arco de entrada para a exposição. Inicialmente concebida como uma estrutura temporária, a Torre Eiffel permaneceu como legado para a cidade e se tornou seu maior símbolo. Na ocasião, também foram construídos casas chinesas, templos maias, mesquitas e inúmeros pavilhões de colônias francesas — nos quais havia a Village Nègre, onde 400 negros foram exibidos como atrações de um zoológico humano. A França mostrava a sua soberania colonialista.

Foto: Miguel A. Blanco

A arquitetura é um dos maiores destaques da exposição: para se diferenciar de feiras menores, é obrigatório que os pavilhões sejam desenhados a partir do zero. Esse requisito iniciou uma forte competição entre as nações, todas em busca dos projetos arquitetônicos mais inovadores. Muitos países desenvolvem concursos para o empreendimento, realizam investimentos vultosos e revitalizam áreas desvalorizadas da cidade. Foi o caso de Lisboa, que, para receber a Expo’98, traçou um plano de intervenção urbana numa área degradada da capital portuguesa.

Em 1922, o Rio de Janeiro foi sede da única edição brasileira, entre os dias 7 de setembro e 23 de março de 1923. A Exposição Internacional do Centenário da Independência recebeu 14 países e teve mais de 6 mil expositores. Infelizmente, muitos pavilhões construídos para a feira eram provisórios e foram destruídos.

Vista aérea. À direita, o Morro do Castelo, berço da cidade, sendo desmontado para a realização da exposição. À esquerda, o aterro do desmonte, onde seriam levantados os pavilhões e décadas depois o local do Aeroporto Santos Dumont. Clique aqui para mais fotos dos pavilhões do evento.

São quatro remanescentes: o Pavilhão da Administração e do Distrito Federal foi convertido no Museu da Imagem e do Som; o Pavilhão da Estatística se tornou o Centro Cultural da Saúde; o Pavilhão das Grandes Indústrias foi transformado no Museu Histórico Nacional; e o Pavilhão da França, uma réplica do Petit Trianon de Versalhes, Sede da Academia Brasileira de Letras.

Projeto exibe vista aérea do centro de exposições que seria construído em Pirituba para a Expo 2020 (Foto: Divulgação/Prefeitura de SP)

São Paulo, com um projeto para o bairro de Pirituba, era uma candidata à Expo 2020, mas foi eliminada em detrimento de Dubai, a primeira cidade do Oriente Médio a receber o evento.

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