Precisamos falar das relações betas
Uma reflexão de Marina Roale, Head de pesquisa e conteúdo da Consumoteca

Mas pera aí, vocês tão pesquisando os apps de putaria? Sério?
Então me diz o que eu preciso fazer pra me dar bem no Tinder!? E o Happn? É pra namoro ou pra sexo? E na real, o que isso tem a ver com comportamento e consumo?
Nos últimos meses, enquanto construíamos o material sobre Relações Beta, recebemos perguntas bem parecidas com essas todas as vezes em que tentamos explicar para alguém sobre o que tratava o novo projeto da Consumoteca.
É curioso que, em pleno 2018, certos debates ainda estejam tão dentro da caixinha assim, mas nossa pesquisa não nasce do intuito de descobrir a fórmula certa da pegação online (apesar disso também ter aparecido no pacote, precisamos admitir).
Não é novidade pra ninguém que Tinder, Happn, Grindr e até mesmo o Stories do Instagram são as ferramentas da vez na hora da conquista. Isso você já sacou por conta própria. O que nos motivou a fazer essa investigação foi justamente a parte submersa desse iceberg. Aquilo que tá rolando com praticamente todo mundo mas ninguém conta — ou nem sequer se deu
conta.
O material, que você pode ler na íntegra em consumotecalab.com, vai te provar que já tá na hora de parar com aquela separação boba entre sacanagem e amorzinho. A era dos aplicativos apesar de trazer inúmeras possibilidades pro jogo da conquista não altera um dilema antigo de nós mortais. No fundo, todo mundo quer a mesma coisa, desejar e ser desejado.

Ao longo dos anos podem ter mudado as possibilidades e formatos de relacionamento, entre o conhecer e o casar surgiram cada vez mais fases. Temos mais oferta, menos tempo e muito mais vontade de experimentar. E nessa jornada, é preciso estar nas redes, afinal, quem não é visto não é lembrado (muito menos convidado pra um date). Em um mundo de likes, a
indiferença tornou-se o grande medo contemporâneo.
Mas se agarrar nisso para achar que hoje toda relação é líquida, efêmera e vazia é um outro engano. Não perdemos nossa capacidade de envolver, só mudamos as regras do jogo. Talvez você esteja em uma relação beta e nem saiba. Porque mesmo que você prefira dizer que aquele rolo de mais de três meses não é um namoro, a gente sabe muito bem que ainda se trata de um relacionamento. E se estiver com medo de dar nome aos bois (ou vacas — gênero é o de menos), pode deixar que a Consumoteca veio fazer isso pra você. ;
