Crônicas de um repórter novato

Uns anos atrás eu mantinha uma coluna em meu blog, o Contagens, chamada Crônicas de um repórter novato. Eu era estudante de jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e recém-começava a dar meus primeiros passos no jornalismo. Logo, se você ler os textos, verá um cara meio deslumbrado, meio perdido, meio confuso, meio assustado.

Não que isso tenha mudado muito.

Começo a escrever seriamente aqui no medium, porque acredito que seja uma boa plataforma para falar sobre jornalismo, sobre comunicação, sobre como eu vejo a área com a que mais me identifico: o jornalismo cultural. Também quero dividir algumas experiências e histórias que vivi nesse pouco tempo de jornalismo.

Sou editor do site Nonada -Jornalismo Travessia há cinco anos. Lá tentamos produzir um conteúdo aprofundado e com pautas mais abrangentes, não só presas ao produto cultural. A ideia é aprofundar o texto e dar espaço para conteúdos ditos “alternativos”, isto é, que não ganham espaço na grande mídia, mas que são urgentemente necessários para a sociedade. Também abordamos expressões artísticas e a cultura de um povo. Tudo isso de forma colaborativa, sempre buscando pessoas interessadas em participar com a gente. Também apresento o programa Jabá na Minima Fm e edito o Zine de perfis jornalísticos-literários, o Travessias, que está indo para a segunda edição. Já colaborei com jornais como o Jornal do Comércio, Jornal Metro e Correio do Povo. Atualmente também sou um dos responsáveis pela nova publicação do Santander Cultural, um Zine que abordará várias pautas da cidade, não é algo institucional apenas. Faço especialização em jornalismo digital na Pucrs também, e já cursei um pouco de Ciências Sociais e de Letras.

Bom, mas isso tudo é chato de ler.

É que queria começar a conversa tentando me apresentar um pouco para, a partir disso, contar as coisas que a gente vive tentando fazer jornalismo. Não é fácil, e pode ser bastante complicado. É um trabalho meio anárquico, em que você, muitas vezes, não parece ter controle de nada.

E por isso é tão interessante.