Quantas vezes já me viram falar de amor?

Betina Carcuchinski
Aug 9, 2017 · 1 min read

Acredito que da última vez que ousei, pensei que não viria voltar a fazê-lo novamente tão cedo. Mas quem somos nós pra prever a vida?

E então, partindo desse principio, o maior aprendizado dos últimos dias: pare de procurar amor nos lugares errados.

Sabe, quando somos novos (principalmente adolescentes) é divertido nos aventurar em casos de amor com probabilidades baixíssimas de dar certo. E tudo bem, afinal estamos começando, experimentando, aproveitando a vida sem maiores preocupações. A questão é que, conforme o tempo passa e as prioridades mudam, esse tipo de risco envolve muito mais coisas do que gostaríamos. Não podemos faltar emprego porque estamos tristes como costumávamos faltar aula. Já não temos mais disponibilidade e nem amigos dispostos a ouvir choramingos de amor por dias inteiros. Precisamos estar focados, dispostos, prontos para enfrentar os outros desafios da vida.

Fora que a dor é diferente. Vem com aquela culpa de saber que erramos sabendo que iríamos errar, na inocência de que não seríamos tão afetados como antes.

Aah, eu e o amor. Quantos textos, poemas, reflexões. Quanto sentimento, momento, investimento emocional. Decidi (na verdade estou tentando aprender) que é melhor parar de investir nos lugares errados. Ame-se e guarde em si apenas aqueles amores que vão te fazer explodir de felicidade, sem apertos, sem azia, sem dor. E quem sabe assim, haverão textos mais felizes sobre o amor.

Betina Carcuchinski

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Tem dia bom, dia ruim, dia triste, dia feliz. Tem vida, tem movimento. Teu eu- e nada mais.