Quando os U2 também cantam uma nova canção.

Concordo com os U2 quando gritaram (e ainda gritam) lá nos anos 80 aos 4 cantos “I will sing, sing a new song” na canção 40 (sabemos que é um título simbólico em uma canção emblemática). É uma expressão genuína da alma do salmista Davi e depois reproduzida não menos originalmente por Bono (Talvez ambos com o mesmo sentimento, e os motivos…só eles sabem).

E isso é preciso, também com isso vamos ao um outro lado de uma mesma questão: se algo envelheceu, desgastou-se ou mesmo acabou — Recobrar as forças, renovar-se, recomeçar. (Vinho novo em odres novos como já foi dito em algum lugar). É difícil comentar isso sem cair em alguns clichês mas mesmo eles quando colocados em prática funcionam.

A mesmice, repetições, elas cansam mesmo os rotineiros: os que gostam de ouvir a mesma música várias vezes (seja em toca-fitas, vitrolas ou hoje em dia no Spotify) chega um momento que preferem ouvir outra coisa ou um outro álbum.

Mas o novo à seu tempo, não como nos dias de hoje: no tempo de um tweet, de uma curtida ou um comentário, a cada F5 do navegador mas no tempo certo, no fim e início dos ciclos.

Uma caminhada numa rua diferente ou um livro, uma outra história (Ok…pode ser do mesmo autor) refrigera, oxigena o cérebro, a vida.

E também é de se lembrar os hebreus quando estavam (tempo demais em um determinado lugar) em Horebe, ouviram: “Já permanecestes tempo suficiente neste lugar” (Dt. 1:6)

Pois é, preciso é fechar os ciclos. Aproveitando o embalo das: — misericórdias que se renovam a cada manhã e esquecendo das coisas que ficaram para trás. Simplesmente prosseguir.