Somos partes.

Partes feridas, esmagadas em caminhos sinuosos. Em distâncias deterioradas.

Somos caos.

Somos as estrelas que morrem na vastidão de trilhões de outras estrelas. Somos o medo de nos perdermos em versos feitos em tinta cor vinho.
Somos o copo meio cheio pela manhã. Meio vazio ao entardecer. Somos os ponteiros que apontam nossos erros. As culpas catalogadas em máquinas registradoras.

Somos as meias verdades. Somos as mentiras inteiras.

Somos o interesse envolvente sobre tudo que está escondido. Sobre tudo que é perdido.

Somos cheiros.
Somos doses de solidão.
Somos garrafas de amor.

Somos a agonia do amanhã. E seremos a mesma incerteza nos milhares de futuros que nos espera.
Somos esperanças.

Somos as cordas amarradas. Os olhos vendados. A boca fechada. Os tapas marcados.

Somos as misturas químicas. Seres facilmente solúveis.
Somos, e continuaremos sendo. Seremos os dias de serenidade com doses de terremotos.

Somos as poucas ordens em meio ao caos que está lá fora.

crédito da imagem: pixabay.com

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