Com os próprios pés
Desde pequeno, tive a oportunidade de realizar boas, e longas (para meu pequeno corpo de três, quatro, cinco anos) caminhadas. Seja com meu avô, meu pai, minha mãe, minhas tias e tios, ainda que vivemos grande parte das nossas vidas no mundo do automóvel (carro para ir para escola, para ir visitar um parente, para ver um amigo), pude desfrutar bastante dos momentos como pedestre.
Não é a toa que ao longo da universidade, e agora hoje como pai, busco ao máximo desfrutar da vida sem a necessidade e preocupações que o carro demanda: estacionamento, gasolina e manutenção. Porém, algumas obrigações e questões de tempo acabam me obrigando a utilizar tal meio, o que de forma alguma deve ser um problema, desde que eu saiba ter paciência, tranquilidade e responsabilidade guiando.
Porém, caminhar a pé é sensacional! Você descobre lugares novos da cidade, pode desviar o caminho para ver algo do seu interesse (a depender da disponibilidade de tempo) ou trocar de rua para realizar o percurso, o que pode lhe mostrar lugares novos da cidade (sim, a quantidade de coisas novas que modificar um quarteirão em seu trajeto têm em São Paulo é incrível!).
Estimular os filhos a passear pelo bairro em que vivemos, a fazer os caminhos que no cotidiano são feitos de carro, a pé em dias mais tranquilos, ou utilizando o transporte público, também é muito importante!
Convido, portanto, a todos os leitores passearem pela região onde vivem. Ouse caminhar um quilômetro próximo de onde vive, e você poderá ver, e descobrir, pontos em seu bairro que podem modificar a sua relação com a urbe.