O tabu da criatividade: ser ou não ser?

Ser criativo não é um bicho de sete cabeças. Quem foi que nunca parou e pensou “eu não sou criativo” ou “não tenho o dom”? Mas vou dizer para vocês que não é bem dessa forma.

Ninguém nasce criativo, aliás, pessoas mais criativas trabalharam um pouco mais a mente quando crianças e continuam trabalhando. Porém isso não impede você (que se julga não ser criativo) de ter um desenvolvimento no processo de criação.

Mas como desenvolver?

Simples.

O processo se baseia em leitura, em experiencias, em troca de informações e em vivência, com dedicação e disciplina cada pessoa pode alcançar a sua criatividade. Como por exemplo, um padeiro que passou os últimos dois anos fazendo o comum pão francês e mantendo a mesma clientela. Um dia, ele resolveu inovar e em sua casa começou a fazer testes de massas e sabores, até descobrir uma nova receita de pão, mais saboroso e com um cheiro de dar água na boca. Ele ganhou fama, e com isso novos cliente e um nome no mercado. Ele foi criativo, saiu da zona de conforto da mente, mas nada disso caiu do céu. Ele tentou, procurou, estudou até chegar na sua “obra de arte”. Você também consegue.

O processo criativo é a busca pela solução, é o olhar para dentro e fora de si, entender o comportamento ou buscar entender, adquirir mais conhecimento. Como disse o filosofo e matemático René Descartes, “penso, logo existo”, que podemos traduzir para esse assunto como “penso, logo crio”. No meio criativo você tem que pensar, usar de todo seu conhecimento até chegar em uma resposta. Se o assunto é “comida” você não tem que focar somente nessa vertente, abre os ares e pesquise sobre lugares, costumes, qualquer outra coisa que pode (ou não) ser relacionado ao assunto. Isso é acrescentar informações, é exercitar o cérebro. Verá que a criatividade surge do famoso “nada” e vai dizer: Eureka! Mas por trás desse nada temos uma bagagem de conhecimento antes estudados e tidos como experiências, por isso os denominados “criativos” tendem a ter os famosos insights.

E por falar em insight, você já teve um? Sabe o que é?

Então, sabe quando você está no ônibus ou simplesmente andando pela rua e de repente tem uma ideia que diz ser genial para algo que estava fazendo? Pois bem, isso é um insight. Uma luz no fim do túnel para aquele projeto que estava parado ou qualquer produção que esteja fazendo, é uma clareza para a resolução de um problema. É comum você ter aquela ideia louca e depois simplesmente esquecer, porque é desse jeito que funcionam os insights, da mesma forma que eles vem, eles vão. E digo mais, isso só acontece porque você teve uma bagagem de experiencia antes. Não é uma ideia que surgiu do nada, é sempre algo que você já teve contato ou leu sobre.

Mas aqui vão 5 dicas para todos esses problemas sobre o processo criativo ou melhor, para trabalhar a criatividade:

1. Leitura

Como já havia dito antes, leia. Tudo que ver pela sua frente leia, desde o creme dental, bula até artigos e notícias. É muito importante você ter embasamento em diversos assuntos.

2. Saia da rotina

Cansado de ver as mesmas coisas todos os dias? Pois então, mude de rota, um dia da semana volte para casa por um caminho diferente, escreva com a outra mão, vá para lugares que não é de seu costume. Fazer coisas que você não faria melhora o seu condicionamento cerebral. Vá a um parque, ande a pé. Isso exercita o cérebro!

3. Escreva

Uma boa atividade para gravar mais conteúdos é reescrevendo eles. Escreva sobre o que aprendeu no novo serviço, sobre o ambiente e até uma carta para você mesmo. Ah, lembra ali em cima quando eu falei sobre os insights? É bom andar sempre com um caderninho, melhor anotar do que perder eles.

4. Escute

Já ouviram aquele ditado, “as palavras têm poder”? É a mais pura verdade. Esteja sempre atento ao seu redor, inteirado dos assuntos e escutando o que acontece a sua volta. Vou te dar um exemplo sobre essa dica: se lembra quando a Pepsi lançou uma propaganda na qual uma pessoa pedia um refrigerante e a outra soltava a famosa frase “só tem Pepsi, pode ser?”, essa propaganda viralizou e teve grande sucesso. Mas de onde surgiu essa ideia? Ela veio dos bares, restaurantes, lanchonetes, onde seu criador percebeu que era a frase mais falada pelos garçons quando o cliente pedia um determinado refrigerante que não tinha no local. Entende a importância de ouvir?

5. Não se menospreze

Por não se achar criativo, tudo que você fizer a tendência é sua cabeça colocar defeitos e você acabar dizendo algo do tipo “isso foi idiota” ou “que ideia boba”. Mas calma, não fique assim. Nenhuma ideia é boba ou idiota. Tudo o que você faz, participa do seu processo criativo e isso é a sua bagagem. Continue pensando, continue tentando, cada processo é distinto de pessoa a pessoa. Então não se compare com o outro, porque ninguém é melhor, somos apenas artistas de obras diferentes. E quando você enxerga a capacidade que tem, não haverá limite para a sua criatividade.

E então, vamos exercitar?


Escrito por Roosmuller Aguiar

Publicitário. Com a cabeça na lua, mas com pés no chão. Amante de fotografia, música, artes e interações simbólicas.

Parte de um todo.