sobre o tempo… e um amor.

3 anos. eu nunca pensei que odiaria algo como odeio o número 3. ou 2. ou 1. ou todos os outros números que ainda estão por vir. mas, principalmente, o 18. do mês 7. do ano 14. os números viraram meus inimigos; o tempo também. tempo… 5 letras e um mar de relatividade. eu poderia falar que, nesse caso, passou lentamente rápido. foram dolorosos 26.280 minutos de 1085 dias. dias esses que representam o fim de um ciclo lindo, repleto de felicidade, mas que também representam um novo ciclo de percepção e crescimento. eu percebi também que, na verdade, essa noção que temos do tempo é completamente errada. os dias terem 30 ou 31 dias não importa. o calendário anual ter 12 meses não importa. é a forma como gastamos esse tempo que realmente faz a diferença. os meses e os anos são apenas formas de contarmos o tempo, mas, o que vale, no fim, não é se vivemos 90 ou 40 deles, mas sim se o vivemos bem. se fizemos o bem. eu entendi que meu pai não precisou envelhecer pra contar uma bela história, porque ele, como o ser iluminado que era, fez a história mais generosa e inspiradora que eu já vi no tempo que lhe foi dado. eu entendi que eu não deveria me lamentar por não ter tido a chance de viver mais anos ao seu lado, mas sim ser grata pelos 13 anos mais especiais da minha vida. então, pai, obrigada pelos 4745 dias maravilhosos que passamos juntos. hoje, sigo com o tempo, sem saber quando ele vai parar, mas com uma certeza; o tempo é o que fazemos dele.

ao dono de todo o amor mais puro e sincero que existe em mim, minha eterna gratidão pela sua existência. te amo mais que tudo nesse mundo.

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