(Des)Construindo o Homem Esquizofrenóide do século XXI.

ou Como Enlouquecer Nós Mesmos (Ode para Paula Gicovate)

Repare todos em sua volta, se não levantar suspeitas, é com essa caracterização falha de persona que você deve se preocupar. Ninguém sabe como reconhece-lo o advento do novo século.

Dentro do espetáculo que nunca termina, é onde encontramos o seu habitat natural, tão real e onírico, como imaginar tua presença nos campos de batalha. Entre o sangue e o ferro à de haver algo que te personifique.

Essa mistura de Perséfone com Erís, fruto do ciúme mais dionisíaco entre Psiquê & Eros. Afrodite deve estar sorrindo em algum lugar, com a certeza, de que em algum momento acertou na loteria do azar.

Quando Poseidon acordar junto com o Rei Pescador do seu provisório sono, por ti esperaremos, dentro de nossos templos-cortes, estáticos pela ansiedade do reencontro.

Bjork & Robert Wyatt
Shake us out of this heavy deep sleep
Shake us
Do it now

Tua prole apenas reproduz o carinho de forma diferente. Tua flora é apenas mais um pé cansado sem sandália no deserto.

É apenas o desejo do Bom Niilista de ainda haver esperança na humanidade. O bigode esconde o sorriso por que não há motivos para demonstrar ao mundo a Imagem do que é Invisível aos olhos do resto do mundo.

Sou só o teu Coelho Branco correndo desesperado, entrando de toca em toca em busca de mim mesmo.