Palestra gratuita, Nirma Regina Constantino, autismo adulto, Salto/SP.
Para acabar com clichês sobre o autismo, para uma maior e melhor conscientização de todos, programei uma série de palestras abordando o autismo em adultos (diagnósticos errados, falsas crenças e depoimentos pessoais). Quem quiser me contatar, envie um e-mail para: contato@crerparaveroautismo.com ou telefone para: (11) 4456–7532 / 4098–3240 / 98721–6855.
O intuito do site Crer para Ver o Autismo é colocar abordagens diferenciadas sobre o autismo, principalmente em fase adulta , e divulgar eventos. Também quero convidar as pessoas que se interessam pelo tema, para participarem como membros.
Há vários trabalhos excelentes na internet que popularizam tópicos sobre a condição autista, mas minha proposta é inovar e acrescentar.
QUEM SOU
Meu nome é Nirma Regina, tenho 54 anos e eu sou autista.

Autistas não são apenas meninos ou homens. Autistas não são apenas crianças não verbais. Autistas também são meninas, mulheres e mulheres eloquentes. Autistas são pessoas funcionais e muitas vezes ao extremo, mas que podem ter seus talentos comprometidos pela ignorância social e pelo despreparo médico. O autismo não está ligado com a intelectualidade, com a raça ou com o gênero, mas sim, com uma condição neurológica atípica.
Fui diagnosticada com síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento tardiamente, por isso tive prejuízos no desenvolvimento profissional, nas relações afetivas e de convívio geral. Me parece que no Brasil não há um número suficiente de profissionais habilitados para identificar o autismo infantil, quem dera em fase adulta. Passei por diversos médicos, terapeutas e afins, e ninguém nem chegou perto de me diagnosticar. Tive também uma série de pseudo diagnósticos motivados por fanatismos religiosos, doutrinários e pseudocientíficos, que desencadearam processos mentais negativos a me travar o desenvolvimento. O autista é muito sensível, e eu, particularmente sou muito criativa. Com a falta de diagnóstico formal somado às crenças com as quais fui me envolvendo, outros transtornos psíquicos surgiram (depressão, fobias), comprometendo minha realização como ser pleno.
Na minha visão pessoal, o autista é um ser que envolto em uma bolha, mas que não deixa de estar aqui, vivo e apto para interagir e construir. Uns possuem esta bolha mais embaçada, esfumaçada, outros, mais transparente, porém todos nós autistas a temos como uma extensão do próprio eu. Portanto, tentar removê-la é insensatez.
Site: www.crerparaveroautismo.com
