“Eu não sou Flamenguista de berço”

Ainda tentando definir se esse é um bom momento para vir escrever…

O mundo está cheio de pessoas “mimimizentas” e a tendência é só aumentar.

Quando criei uma conta no Twitter, foi para exclusivamente falar de Flamengo. Não acho legal ter muitas postagens por dia no Facebook, e no Twitter, de certa forma, é um meio mais fácil para encontrar outros rubro-negros e interagir.

Especificamente esse período de 2017.2 tem sido muito “chato” de conviver em tal rede social. Tenho visto muitas pessoas querendo se “aproveitar” de times, apenas para ganhar curtidas! Acaba ficando uma coisa muito feia para a própria pessoa, ficar “trocando” de time a cada semana, como se os Clubes não tivessem significado algum. Quem fica incomodado somos nós; nós que acompanhamos tudo e de pertinho, fazemos o máximo para estar presentes na maior quantidade de jogos possíveis, muitos gastam com produtos, sócio-torcedor, viagens e afins.

E com isso, eu resolvi falar de mim… de algo da minha vida que por muito tempo me incomodou também. Olha…

Eu não sou Flamenguista de berço.

Custei a entender isso, mas cheguei à conclusão que, de fato, ninguém é nenhum time “de berço”.

Quando nasci, escolheram meu nome, e logo me puseram uma roupa do Vasco (minha mãe, vascaína; meu pai, flamenguista). Meu pai teve de ouvir muitas coisas do tipo: – “E você vai deixar?” E ele com toda calma, apenas dizia: – “Relaxa, quando ela crescer, ela vai decidir.” Ele me deixou à vontade toda a minha infância, eu poderia escolher qualquer time de futebol que eu quisesse… Mas não é que ele estava certo?

Um bebê não tem capacidade de entender e definir um time de futebol na sua vida. Tudo acontece nessa faixa etária é para o agrado dos pais. E quem me conhece sabe que eu sou a maior defensora da frase “Filhos não são obrigados a seguir os times dos pais.”

Eu só me interessei a acompanhar um clube de futebol já nos meus 8 anos de idade. Na minha primeira demonstração dessa vontade, meu pai me levou ao Maracanã. E ali tive um dos dias mais felizes da minha vida. Vibrei, gritei, me emocionei… as musicas? Aprendi tão rapidamente, que pareciam já me acompanhar a muito tempo. É indescritível ver um estádio lotado pelos rubro-negros, a mesma sensação que senti aos 8, é a que sinto até hoje aos 18.

Já se passaram 10 anos acompanhando o rubro-negro, e meu coração acelera até hoje, desde a hora de comprar os ingressos até a hora do apito final do juiz.

Enfim, não há outra conclusão, a não ser a de que o Flamengo abraça a gente. Abraça, envolve, e se você retribui, ele não te solta nunca mais.

Eu não sou Flamenguista de berço, porque eu sou Flamenguista de ALMA!

Já era para ser, antes mesmo de eu vir ao mundo. Esse era um dos planos para a minha vida. Dê valor, meu caro. Independentemente de para qual clube você torça, fique ciente de que vão haver decepções, expectativas criadas e destruídas, mas que também vão haver alegrias, alegrias inexplicáveis e incomparáveis. E se você não estiver disposto a isso, meu amigo… não use o nome de um Clube por “mídia”

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